As disputas territoriais entre facções criminosas continuam moldando o mapa do crime organizado em Salvador. Um dos episódios mais simbólicos dessa mudança aconteceu recentemente na localidade de Vila Verde, região situada às margens da Estrada Velha do Aeroporto e que liga os bairros populosos de Mussurunga e São Cristóvão. A área, historicamente dominada pelo Comando Vermelho (CV), passou a ser controlada pela facção baiana Bonde do Maluco (BDM), em aliança com o Terceiro Comando Puro (TCP), do Rio de Janeiro.
A movimentação é considerada significativa por quebrar um domínio que remonta às origens do tráfico organizado na capital baiana, quando o CV ainda atuava apenas como suporte logístico da Comissão da Paz (CP), facção criada por Éberson Souza Santos, o “Pitty”, morto pela polícia após fugir do presídio em 2007.
Troca de comando e novas marcas na paisagem
Segundo informações apuradas pelo Portal A TARDE, a ocupação do BDM e TCP se consolidou nos últimos três meses, sendo visível pelas novas pichações em muros, vielas, postes e até mesmo caixas de lixo. As inscrições com as siglas ‘CV’ e os dizeres ‘Tudo 2’ estão sendo substituídas por ‘BDM’, ‘TCP’ e ‘Tudo 3’, indicando a presença da nova aliança que comanda o tráfico na região.
O controle do tráfico de drogas não é novidade para quem vive em Vila Verde. O que muda, porém, são os grupos por trás do comando, suas dinâmicas internas e o nível de violência imposto à comunidade, com os moradores vivendo no clima constante de tensão, com episódios de tiroteios, ameaças e até expulsões forçadas de residências.
O bairro, que já tinha ganhado notoriedade em 2023 por estar ao lado do condomínio de luxo Alphaville II, vive uma realidade de extremos: de um lado, o alto padrão; do outro, a violência armada de disputas entre facções.
A relevância da mudança de comando em Vila Verde ganha peso quando se olha para sua história. A localidade sempre esteve sob influência direta ou indireta da facção carioca Comando Vermelho, principalmente por meio da Comissão da Paz, grupo fundado por Pitty ainda de dentro do sistema prisional baiano no início dos anos 2000.
Pitty, que começou a carreira criminosa assaltando ônibus, chegou a liderar uma quadrilha responsável por um roubo a banco milionário em Xique-Xique. Mesmo preso, sua influência cresceu, a ponto de comandar crimes de dentro do presídio, incluindo execuções ligadas à guerra do tráfico. Sua facção estendia domínio por bairros como Cidade Nova, IAPI, Pau Miúdo, Engenho Velho da Federação, Nordeste de Amaralina e Fazenda Coutos.
Após sua morte, a liderança das operações passou a ser atribuída a sua viúva, Marisângela Soares de Souza, a “Mari”, que segundo investigações, assumiu a distribuição de drogas em bairros da capital, refletindo a crescente atuação de mulheres em posições de comando dentro das facções.
A guerra silenciosa: Salvador redesenhada pelo crime
O episódio de Vila Verde é apenas um entre tantos que mostram o redesenho do poder entre facções criminosas na capital baiana. Em maio deste ano, outra movimentação emblemática foi protagonizada pela ‘Tropa do A’, também chamada de ‘A Tropa’, que marcou sua entrada oficial na esfera do Primeiro Comando da Capital (PCC), deixando para trás sua antiga vinculação à Ordem e Progresso (OP) e ao grupo conhecido como “Tudo 5”.
Essa migração alterou o comando de localidades inteiras, como São Marcos, Pau da Lima, Jardim Cajazeiras e Sussuarana, mostrando que Salvador vive uma fase de reorganização dos territórios controlados por diferentes siglas.
Enquanto as forças de segurança tentam responder com operações pontuais e prisões, moradores seguem como as principais vítimas da guerra urbana entre facções, reféns do medo e da incerteza sobre quem realmente manda no lugar onde vivem.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) para obter posicionamento sobre a situação em Vila Verde, mas ainda não recebeu retorno.
jornal Atarde

Djalma Almeida Paixão é natural de Santo Antônio de Jesus.
Com muita dedicação e muitos estudos, Djalma formou-se em rádio e televisão pelo (ICB), Instituto do Conhecimento da Bahia, e possui o registro de número 8747/BA.
Dalma Almeida é formado em Análises Clínicas, Administração de empresa e Língua inglesa pela Uneb (Universidade do Estado da Bahia)
Djalma Almeida também é formado em Pedagogia (pedagogo), formado pela Unifacs (Universidade Salvador), e possui vários cursos na área da educação como : Educacação Inclusiva, Neuroeducação, Coordenação Pedagógica, e Ensino Remoto através da Educação Inclusiva.
Seu grande talento e inspiração pelo rádio começou em 1990 na rádio Recôncavo Fm, quando operava na frequência de 104,3, hoje operando em 98,5 Mhz, atuando como Disc jockey (Programação musical), e atuou também na rádio Clube Am como repórter quando operava em 680 Khz, hoje operando em Fm em 92,7 Mhz.
Atualmente, é repórter da rádio Prazeres Fm 87,9, na cidade de Jiquiriçá, com atuação dentro do programa “Conexão do Vale”. Djalma também foi por mais de três anos o redator e editor do site da rádio Prazeres Fm 87,9.
Também é o proprietário do site “Cidadedaspalmeirasnews.com.br”, onde ocupa o mesmo cargo.
Djalma Almeida também é servidor público estadual, onde desempenha a sua função com dedicação a mais de 37 anos de bons serviços prestados a população.
