Ex-prefeito baiano entra na mira do TCM por rombo de quase R$ 1 milhão em contratações de serviços médicos

TCM responsabiliza Edicley Barreto por contratos irregulares

Ascom PSD

O ex-prefeito de Ibititá, na Chapada Diamantina, Edicley Souza Barreto (PSD), foi responsabilizado pelo Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia (TCM) por irregularidades na contratação de serviços médicos durante sua gestão. O órgão determinou que o ex-gestor devolva R$ 830 mil aos cofres municipais, com recursos pessoais, além de aplicar uma multa de R$ 3 mil.

As irregularidades foram identificadas nos pagamentos feitos à empresa Machado Levi Serviços, contratada para a prestação de serviços médicos nos exercícios de 2019 e 2020. A decisão, relatada pela conselheira Aline Peixoto, apontou falhas graves no processo de inexigibilidade de licitação nº 021/2019.

Segundo o processo consultado pelo BNews, as principais irregularidades referem-se à ausência de singularidade da empresa contratada e à não comprovação de sua notória especialização — requisito fundamental para justificar a contratação sem licitação, conforme previsto na Lei nº 8.666/1993.

Além disso, o TCM apontou o descumprimento de diversas normas legais, como a não publicação da inexigibilidade e do contrato na imprensa oficial, a ausência de designação de um fiscal para acompanhar a execução contratual e a falta de documentos que comprovem a efetiva prestação dos serviços médicos.

Os contratos, que totalizam R$ 830 mil, foram considerados irregulares por não estarem acompanhados de relatórios de execução, mapas de medição ou listas de beneficiários atendidos. Diante disso, o tribunal determinou a devolução integral dos valores pagos à empresa de forma indevida.

A reportagem do BNews tentou contato com o ex-prefeito Edicley Souza e com a atual gestão de Ibititá, mas até o momento não obteve retorno. O canal permanece aberto para manifestações.

Bnews

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