Senado discute limite da responsabilidade da imprensa

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    A Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal deu aval, nesta quarta-feira (8), a uma proposta que pode redefinir os limites da responsabilidade da imprensa no Brasil.

    O texto aprovado prevê que veículos de comunicação não poderão ser responsabilizados civilmente por declarações feitas por entrevistados, especialmente quando houver imputação de atos ilícitos a terceiros.

    Agora, a matéria segue para análise no plenário, onde ainda poderá ser debatida e eventualmente modificada antes de uma decisão final.

    Relator da proposta, o senador Oriovisto Guimarães defendeu que a medida é essencial para resguardar a liberdade de imprensa e evitar um ambiente de autocensura no jornalismo. Segundo ele, a possibilidade de punição por falas de terceiros poderia inibir a veiculação de entrevistas e restringir o debate público.

    A proposta estabelece que a imunidade só será garantida quando o conteúdo divulgado não expressar opinião do veículo e quando a acusação partir exclusivamente do entrevistado.

    A iniciativa surgiu como resposta a decisões recentes do Supremo Tribunal Federal, que já haviam admitido a responsabilização de empresas jornalísticas em casos específicos.

    Posteriormente, a própria Corte ajustou esse entendimento, condicionando a punição à comprovação de má-fé ou negligência na apuração. Ainda assim, o texto aprovado na CCJ busca ampliar essa proteção, reforçando a ideia de que a divulgação de entrevistas, por si só, não deve gerar responsabilização, desde que respeitados os critérios estabelecidos.

    Sociedadeonlione

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