Dono da Choquei é transferido para presídio após decisão da Justiça

Influenciador é investigado por movimentações que podem chegar a R$ 1,6 bilhão

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O influenciador Raphael Sousa Oliveira, conhecido por comandar a página Choquei, teve a prisão mantida pela Justiça e foi transferido nesta sexta-feira (17) para o Complexo Prisional Policial Penal Daniella Cruvinel, em Aparecida de Goiânia.

A decisão negou o pedido da defesa para que ele respondesse ao processo em liberdade. Segundo o advogado Frederico Moreira, o entendimento foi de que ainda é necessário aguardar o avanço das investigações antes de qualquer reavaliação da medida.

Raphael foi preso na última quarta-feira (15), durante a Operação Narco Fluxo, conduzida pela Polícia Federal em diversos estados. A apuração aponta que ele teria ligação com um esquema que envolve lavagem de dinheiro e fraudes digitais, atuando como responsável por estratégias de divulgação e movimentação de recursos.

Os investigadores indicam ainda que o influenciador faria parte de uma estrutura criminosa que teria como um dos principais beneficiários o cantor MC Ryan SP.

De acordo com a investigação, Raphael teria recebido cerca de R$ 370 mil por serviços de publicidade. Parte desse valor, aproximadamente R$ 270 mil, teria sido movimentada entre 2024 e 2025. Outros R$ 100 mil, segundo a Polícia Federal, teriam origem não identificada.

A defesa contesta esse ponto e afirma que o influenciador não reconhece a procedência da quantia. A hipótese levantada é de que o pagamento possa ter sido feito por intermediários, prática comum no meio artístico.

Documentos ligados ao caso também apontam que a atuação dele envolveria a divulgação de conteúdos favoráveis ao artista, além da promoção de plataformas de apostas e rifas online, e até ações voltadas à gestão de crises de imagem.

Operação mira rede de influenciadores

A operação não se limitou a Raphael. Outros nomes ligados à produção de conteúdo digital também foram presos, incluindo Chrys Dias, que soma milhões de seguidores nas redes.

Segundo a investigação, o grupo seria responsável por movimentar cerca de R$ 1,6 bilhão. A suspeita é de que o dinheiro tenha circulado por meio de atividades ilegais, como apostas clandestinas, rifas digitais, uso de empresas de fachada, contas de terceiros e transações com criptomoedas.

Bahia.Ba

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