Reconstrução de Gaza pode custar R$ 355 bilhões nos próximos 10 anos

Habitação, saúde e educação estão entre as áreas mais afetadas pelo conflito

Primeiros 18 meses devem concentrar bilhões em reconstrução de serviços básicos - Foto: Mahmud Hams/AFP

Um levantamento divulgado nesta segunda-feira, 20, pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela União Europeia (UE), com apoio do Banco Mundial, estima que a recuperação da Faixa de Gaza pode chegar a US$ 71,4 bilhões (cerca de R$ 355 bilhões) ao longo da próxima década.

O estudo também chama atenção para o nível de destruição acumulado, apontando que a região retrocedeu o equivalente a 77 anos de desenvolvimento humano.

No cenário de curto prazo, os pesquisadores calculam que serão necessários US$ 26,3 bilhões (R$ 130,7 bilhões) apenas nos primeiros 18 meses para reativar serviços básicos, reconstruir estruturas essenciais e tentar reerguer a economia local.

Os impactos da guerra, iniciada após os ataques do Hamas a Israel em outubro de 2023, são amplos e atingem diferentes setores. O prejuízo total é estimado em US$ 35,2 bilhões (R$ 175 bilhões), além de outros US$ 22,7 bilhões (R$ 113 milhões) em perdas econômicas e sociais.

A destruição se espalha por áreas como moradia, saúde, educação, comércio e agricultura. Mais de 371 mil casas foram parcial ou totalmente destruídas, metade dos hospitais deixou de operar e quase todas as escolas sofreram algum tipo de dano. A economia local, segundo o relatório, encolheu cerca de 84%.

No campo humanitário, a situação é descrita como crítica. Mais de 60% da população perdeu suas residências e cerca de 1,9 milhão de pessoas precisaram deixar suas casas. Mulheres, crianças e grupos vulneráveis estão entre os mais afetados pelo cenário.

Autoridades locais informam ainda que o conflito já provocou mais de 71 mil mortes e 171 mil feridos, além de desaparecidos sob os escombros.

Jornal Atarde

google news