Justiça mantém prisão de idosa que proferiu ofensas racistas contra PM

Ocorrência aconteceu no Largo de Santana, no Rio Vermelho

Caso foi registrado pela Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Uma idosa de 74 anos foi presa em flagrante por injúria racial contra um policial militar, nesta terça-feira, 21, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. A mulher foi identificada como Maria Cruz, conforme apuração do portal A TARDE.

 Ela passou por audiência de custódia durante a tarde, e a Justiça converteu a prisão de flagrante para preventiva.

A defesa da idosa chegou a apresentar uma avaliação neuropsicopedagógica alegando que ela possui Declínio Cognitivo Leve e Transtorno de Ansiedade Generalizada.

Ainda assim, o pedido da defesa para que ela fosse libertada não foi acatado.

O caso

De acordo com informações da Polícia Civil da Bahia, o caso foi registrado pela Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso. A ocorrência aconteceu no Largo de Santana, onde uma guarnição da Polícia Militar realizava patrulhamento.

Segundo o relato policial, a idosa abordou os agentes para questionar a atuação da equipe no local. Mesmo após receber explicações, ela passou a proferir ofensas de cunho racial contra um dos policiais, de 23 anos, afirmando ser superior em razão de sua raça.

Diante da situação, os policiais conduziram a suspeita até a unidade especializada, onde foi autuada em flagrante pelo crime de injúria racial. Ela permanece custodiada e à disposição da Justiça.

O que diz a PM

Em nota enviada ao portal A TARDE, a Polícia Militar da Bahia informou que a ocorrência foi registrada por volta das 16h e repudiou o episódio.

“A Polícia Militar reitera que repudia veementemente qualquer ato de discriminação ou injúria racial, reafirmando seu compromisso com a igualdade e o respeito a todos os cidadão”.

Confira a nota na integra:

Por volta das 16h, a mulher aproximou-se dos policiais militares, proferiu ofensas raciais alegando superioridade devido ao seu tom de pele e direcionou ataques verbais a um soldado da corporação. A suspeita ofereceu resistência à prisão e foi encaminhada à polícia judiciária para o registro da ocorrência e a adoção das medidas judiciais cabíveis.

Jornal Atarde

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