Laudo do IML comprovaria agressão de Magno Malta a enfermeira

Informação de portal jornalístico aponta para uma compatibilidade de lesões que corroborariam versão apresentada pela profissional de saúde, que diz que levou tapa no rosto

Foto- Reprodução

Ocerco investigativo parece se fechar em torno do senador bolsonarista Magno Malta (PL-ES). Um laudo do Instituto de Medicina Legal (IML), produzido após o exame de corpo de delito da técnica de enfermagem que acusa o parlamentar de agressão, teria identificado uma escoriação na lateral direita do nariz da profissional totalmente compatível com o relato dela. A informação é do portal Metrópoles.

Em depoimento, a profissional de saúde afirmou ter recebido um tapa no rosto desferido pelo senador durante um procedimento médico. O impacto teria sido forte o suficiente para entortar seus óculos, que acabaram atingindo a região do nariz, provocando a marca identificada pelos peritos.

O fenômeno da rubefação e a perícia

Embora o exame pericial não tenha detectado vermelhidão facial no momento da análise, investigadores esclarecem que tal ausência não invalida a denúncia. O laudo leva em conta o fenômeno da chamada “rubefação”, a reação imediata de vermelhidão da pele após um trauma físico.

Especialistas explicam que esse sinal clínico costuma desaparecer em poucas horas, especialmente se a vítima lavar o rosto, fizer uso de compressas ou se houver um intervalo considerável entre o episódio e a chegada ao IML. No caso da técnica, a ausência da mancha vermelha era prevista pelos peritos diante do tempo transcorrido, mas a escoriação no nariz permaneceu como prova física do impacto.

O episódio no hospital

A agressão teria ocorrido na última quinta-feira (30), durante um exame de angiotomografia no Hospital DF Star, uma das unidades de saúde mais conceituadas, caras e luxuosas da capital federal. De acordo com a ocorrência, o equipamento de exames interrompeu a aplicação de contraste ao detectar uma oclusão no acesso venoso do senador.

Ao se aproximar para prestar assistência devido ao extravasamento do líquido contrastante, a profissional teria sido surpreendida pela reação violenta do parlamentar bolsonarista. Malta teria se levantado da maca, desferido um tapa em sua face e proferido ofensas, chamando-a de “imunda” e “incompetente”.

Nesta terça-feira (5), o Hospital DF Star informou que a técnica foi afastada de suas funções por recomendação médica particular e reiterou que está colaborando integralmente com a Polícia Civil do Distrito Federal.

O que diz o senador

Magno Malta utilizou suas redes sociais para negar veementemente as acusações. Em vídeo, o senador classificou o episódio como “falsa comunicação de crime” e afirmou nunca ter encostado a mão em uma mulher.

A defesa do parlamentar adotou uma linha de argumentação distinta, alegando que Malta estava sob forte medicação e com a “cognição comprometida” no momento do exame. Segundo os advogados, qualquer movimento brusco teria sido uma reação involuntária à dor do procedimento, e não um ataque deliberado à profissional. O laudo do IML, contudo, coloca a versão da defesa sob forte pressão técnica.

Revista Fórum

google news