Grupo é investigado por práticas do golpe do ‘falso advogado’ e por furtos de cartões de crédito em festas na Bahia

Investigações apontaram que suspeitos movimentaram mais de R$ 4,2 milhões em operações relacionadas às fraudes. Quatro pessoas foram presas em São Paulo, nesta quarta-feira (27).

Grupo é investigado por práticas do golpe do 'falso advogado' e por furtos de cartões de crédito em festas — Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil da Bahia faz uma operação na manhã desta quarta-feira (27), com um grupo especializado em estelionato praticado pela internet. Segundo a instituição, os suspeitos movimentaram mais de R$ 4,2 milhões em operações relacionadas às fraudes praticadas.

Três alvos foram presos em São Paulo e um no município de Jaguariúna, no interior paulista. Trinta e dois mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em 10 cidades dos estados de São Paulo e Rio Grande do Norte.

Um quinto investigado foi preso em flagrante durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, no município de Cubatão, em São Paulo.

De acordo com a Polícia Civil, entre os golpes investigados está o conhecido como “falso advogado”, onde os suspeitos conseguiam informações reais de processos judiciais e entravam em contato com as vítimas se passando por advogados ou representantes de escritórios de advocacia.

As investigações apontaram que os investigados usavam linguagem técnica, fotografias, nomes verdadeiros e até documentos processuais legítimos para fazer transferências bancárias sob a falsa alegação de liberação de valores judiciais, pagamento de custas processuais ou desbloqueio de alvarás.

Furtos de cartões em festas

A polícia informou que também foi possível identificar um núcleo de criminosos que praticava furtos de cartões de vítimas em grandes eventos em Recife (PE), Curitiba (PR) e Salvador (BA).

Durante os shows, um dos suspeitos se passava por ambulante e, ao ter acesso ao cartão da vítima para realizar o pagamento na máquina, fazia a troca por outro semelhante, sem que a vítima percebesse.

Depois disso, o grupo usava o cartão furtado para fazer diversas compras de equipamentos eletrônicos, incluindo videogames, que depois eram vendidos em uma loja especializada em receptação, em São Paulo.

Durante as apurações, foi constatado que os suspeitos tinham atuação interestadual, com ramificações identificadas também nos estados do Rio de Janeiro, Paraná e Pernambuco.

O que faziam os presos

As apurações identificaram funções específicas desempenhadas pelos integrantes da organização criminosa:

  • Um dos investigados era responsável por obter, a partir de dados públicos, informações processuais utilizadas para selecionar vítimas do golpe “falso advogado”.
  • Outro suspeito atuava na lavagem dos valores obtidos ilicitamente.
  • Um terceiro investigado se passava por advogado para enganar as vítimas, utilizando linguagem técnica e informações verdadeiras sobre processos judiciais.
  • Já o quarto preso era apontado como integrante do núcleo responsável por furtos de cartões bancários durante grandes eventos realizados em diversos estados.
  • O quinto preso foi autuado pelos crimes de tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo.

g1

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