Produtos do ‘pecado’ ficarão mais caros em 2027 com novo imposto

Cerveja ficará mais cara por causa do Imposto do Pecado | Foto: Rafaela Araújo/Ag. A TARDE

Aprovado junto ao pacote da Reforma Tributária, em dezembro de 2024, Imposto Seletivo (IS), também conhecido como ‘Imposto do Pecado’, vai entrar em vigor a partir de 2027. A medida visa encarecer produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente, como cerveja, cigarro e refrigerante.

Além dos produtos já listados, o imposto também vai contemplar veículos, conforme o nível de poluição, a extração de bens minerais, além de loterias, apostas e jogos de fantasy sports. A ideia é que a população reduza o consumo desses produtos por causa do preço, de acordo com o Ministério da Fazenda. Este modelo já é adotado em outros países pelo mundo.

Para que a lei passe a valer efetivamente, ainda é preciso que o Congresso Nacional aprove a regulamentação do Imposto do Pecado. O Governo Federal ainda não enviou proposta, mas o Palácio do Planalto diz que isso deve ser feito até o fim do ano.

Vai aumentar quanto?

Ainda não há uma definição exata de quanto mais caro vai ficar os produtos listados. No PL aprovado, o imposto será cobrado por fora. Ou seja, além da CBS e do IBS (impostos do governo federal, estados e municípios sobre o consumo). Conforme previsto na Reforma Tributária, o imposto substituirá o atual Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI).

Para bebidas alcoólicas, serão duas alíquotas impostas: a primeira será um valor fixo, em reais, de acordo com o nível alcoólico; já a segunda será um percentual sobre o valor do produto.

Os demais valores e taxações ainda serão definidas com a regulamentação enviada ao Congresso.

jornal Massa

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