Aplicativos podem ser obrigados a contratar seguro para motociclistas de entrega em Salvador

Motociclistas que fazem delivery podem ter direito a seguro de vida e acidentes pessoais na capital baian

Foto- Paulo Pinto/ Agência Brasil

Um projeto de lei que torna obrigatória a contratação de seguro de vida e acidentes pessoais para motociclistas cadastrados em aplicativos de entrega na capital baiana passou a ser analisado pela Câmara Municipal de Salvador (CMS). A proposta é de autoria do vereador Téo Senna (PSDB) e foi protocolado nesta semana na Casa.

Segundo o texto, as empresas responsáveis pelas plataformas digitais deverão contratar o seguro para todos os motociclistas vinculados aos aplicativos que atuem em Salvador. A cobertura deverá permanecer ativa durante todo o período em que o entregador estiver conectado ao aplicativo em modo de trabalho, inclusive enquanto aguarda o recebimento de pedidos.

O projeto estabelece que o seguro deverá oferecer, no mínimo, cobertura para:

-morte acidental;
-invalidez permanente total ou parcial por acidente;
-despesas médicas, hospitalares e odontológicas decorrentes de acidentes;
-assistência funerária.

Ainda de acordo com a proposta, o seguro terá caráter complementar ao seguro obrigatório de trânsito previsto na legislação federal, quando aplicável. O texto determina que o custo integral da apólice será de responsabilidade das empresas operadoras dos aplicativos, ficando proibido qualquer repasse, direto ou indireto, aos motociclistas.

Categoria pode ter direito a benefício após projeto de lei em Salvador (Foto: Nicolas Ng/Unsplash)

Além disso, as plataformas deverão disponibilizar aos trabalhadores informações claras sobre as condições da cobertura, incluindo valores segurados, procedimentos para acionamento e canais de atendimento.

Penalidades previstas em lei

Em caso de descumprimento, as empresas estarão sujeitas às seguintes sanções:

advertência na primeira infração;
-multa de R$ 5 mil por motociclista que estiver sem cobertura securitária;
-multa em dobro em caso de reincidência.

A proposta também prevê que o Poder Executivo será responsável por regulamentar a lei e definir os órgãos encarregados da fiscalização. Caso seja aprovado, o projeto entrará em vigor 90 dias após a publicação. Atualmente o texto ainda encontra-se em análise das comissões da CMS e não tem data para ser votado.

Na justificativa, Téo Senna afirma que a proposta busca ampliar a proteção dos motociclistas que trabalham com entregas por aplicativo, categoria que, segundo o texto, exerce papel social e econômico relevante na cidade e está exposta diariamente aos riscos do trânsito.

“Nesse sentido, o projeto encontra fundamento nos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da valoração do trabalho e principalmente da proteção do trabalhador, além de contribuir para a justiça social e promover maior equilíbrio na relação de trabalho”, declarou o vereador.

Bnews

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