Dono de ferro-velho investigado por morte de jovens é condenado por ameaçar e perseguir ex-esposa

Sentença foi proferida nesta quinta-feira (29)

Sentença foi proferida nesta quinta-feira (29)

A 3ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Salvador condenou Marcelo Batista da Silva pelos crimes de ameaça, perseguição e violência psicológica praticados contra a ex-esposa. A sentença foi proferida nesta quinta-feira (29) pelo juiz Antônio Carlos da Silveira Símaro.

De acordo com o processo, após o fim do casamento, o réu passou a ameaçar a ex-esposa de morte, a persegui-la na residência e no local de trabalho e a submetê-la a humilhações e manipulações, chegando a usar a filha bebê do casal como forma de pressão. A vítima, inclusive, chegou a mudar de endereço mais de uma vez por causa da perseguição. Hoje, ela vive em outro estado.

“As ameaças ultrapassaram os limites das discussões conjugais e das divergências sobre a filha. O anúncio de morte, associado à resistência da ofendida em retomar o relacionamento ou aceitar as condições impostas, revela a vontade consciente de intimidá-la, independentemente da intenção de executar o mal anunciado”, diz trecho da decisão.

Marcelo Batista da Silva foi condenado a pouco mais de 1 ano e 9 meses de pena privativa de liberdade, em regime inicial semiaberto, além de multa e de indenização mínima de R$ 10 mil por danos morais à vítima. A sentença assegurou ao réu o direito de recorrer em liberdade.

Caso do ferro-velho

Marcelo Batista da Silva, dono de um ferro-velho em Salvador, é investigado pela Polícia Civil por diferentes crimes, entre eles o desaparecimento e morte de dois jovens que prestavam serviço no estabelecimento.

Marcelo passou a ser alvo das investigações após os dois jovens desaparecerem depois de saírem para trabalhar no ferro-velho, em novembro de 2024. Familiares relataram à época que os rapazes haviam sido acusados pelo empresário de furtar um gerador dias antes do sumiço.

No decorrer das investigações, a polícia encontrou vestígios em um veículo de luxo pertencente ao empresário. A suspeita dos investigadores é de que o material encontrado no banco do carro seja sangue das vítimas.

Após mais de 40 dias de apuração, exames periciais concluíram que os dois jovens teriam sido assassinados dentro do próprio ferro-velho. Mesmo com o avanço das investigações, os corpos de Paulo Daniel e Matusalém nunca foram encontrados.

Marcelo teve a liberdade concedida pela Justiça em maio deste ano e deixou a prisão com uso de tornozeleira eletrônica.

Correio24horas

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