Ancelotti afirma que críticas não o afetam na seleção brasileira

O italiano tem sido questionado após a eliminação precoce na Copa do Mundo, nas oitavas de final, para a Noruega, e também por ter iniciado o novo ciclo com um empate frustrante em 1 a 1 contra os australianos na última sexta-feira

@Getty

 O técnico Carlo Ancelotti concedeu uma entrevista coletiva em Brisbane (AUS), cidade que nesta terça-feira (29), às 7h (de Brasília), será palco do segundo amistoso entre Brasil e Austrália. No bate-papo com os jornalistas, o treinador garantiu que as críticas ao seu trabalho não o afetam.

O italiano tem sido questionado após a eliminação precoce na Copa do Mundo, nas oitavas de final, para a Noruega, e também por ter iniciado o novo ciclo com um empate frustrante em 1 a 1 contra os australianos na última sexta-feira.

“A crítica ao meu trabalho é uma crítica que sempre existiu e sempre vai existir. Esta crítica não afeta a ideia que tenho para o futuro desta seleção, destes jogadores. Quanto a crítica pode afetar a ideia que tenho para o futuro? Zero”, disse o treinador.

‘PRIORIDADE É CONSTRUIR UMA NOVA GERAÇÃO’

Dentro de sua linha de raciocínio, Ancelotti tem priorizado a paciência com o trabalho a médio e longo prazo neste ciclo, dando oportunidade a jogadores mais jovens com o intuito de se renovar a seleção brasileira.

“A prioridade agora é buscar construir uma nova geração de futebolistas que podem acompanhar a seleção no futuro próximo, que é a Copa América e a Copa do Mundo. Essa é a prioridade. Pode ser que hoje os 26 não sejam os melhores, mas algo temos que fazer. Temos que acompanhar de perto o jovem que pode apresentar o futuro. Isso significa que até um ano o jogador que não jogava, não era chamado. Agora um jogador que não joga no clube, pensamos que é bom para o futuro da seleção e eu vou chamar”, falou.

EM BUSCA DO PROTAGONISMO

Protagonismo de volta à seleção é uma meta para Ancelotti, que afirmou estar acostumado com a pressão e com as grandes expectativas ao seu trabalho ao longo da carreira.

“Estamos trabalhando para a seleção ser protagonista. A expectativa de ser treinador da seleção é muito alta, aqui tem que ganhar a Copa. Não lembro um ano que a expectativa não fosse alta na minha carreira. Tem que ser sempre alta e dar o máximo para nosso trabalho”, disse o técnico.

O QUE MAIS ANCELOTTI FALOU?

Sem essa de amistoso: “Ninguém da comissão técnica e dos jogadores pensa que vamos jogar apenas um amistoso. Pensamos que vamos representar um país enorme, uma camisa enorme. Para nós uma partida de Copa do Mundo e contra a Austrália é igual. Representamos a maior seleção da história do futebol”.

Estratégias: “Controlar as transições é muito importante. A Austrália não teve oportunidade de fazer contra-ataque com a gente com quatro atacantes. Às vezes com três temos mais dificuldades de criar oportunidade. Não finalizamos bem (no 1 a 1). Podemos controlar com três meias ou com quatro atacantes”.

Elogios aos jovens: ” O Breno (Bidon) é um jogador que tem muita qualidade. Está indo muito bem no Campeonato Brasileiro. Os jovens que estão aqui eu gostei muito. Do Arthur Dias, que não conhecia, gostei dos goleiros que não conhecia. Gostei muito do Bontempo, Jair… Temos futuro, apesar das críticas”.

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