Anvisa alerta para fake relacionadas ao caso Ypê e que desinformação coloca em risco a saúde dos consumidores

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou uma nota na segunda-feira (11) em que alerta para a circulação de fake news sobre o caso Ypê e afirma que a desinformação coloca em risco a saúde dos consumidores. Segundo a agência, conteúdos que circulam em redes sociais têm tentado reduzir a relevância do tema ou situá-lo como algo “diversional”.

“É importante lembrar que mesmo produtos de limpeza podem ser contaminados por micro-organismos quando há falhas na produção. E a falta de controle sobre a contaminação de produtos de uso doméstico por bactérias, vírus ou fungos é um evento grave, que oferece risco para a saúde das pessoas”, destacam. Na sexta, a Ypê recorreu à Anvisa e foi liberada a vender os produtos suspensos, mas a agência manteve a recomendação para que os consumidores não usem os itens.

Veja a nota da Anvisa na íntegra:

“Segue um breve complemento sobre conteúdo de desinformação em redes sociais e tentativas de reduzir a relevância do tema e/ou situá-lo como algo diversional:

A ação que levou à proibição dos produtos foi realizada pela Anvisa, pelo estado de São Paulo e pelo município onde se encontra a fábrica. Toda a avaliação de risco sanitária foi feita com base nas situações encontradas.

É importante lembrar que mesmo produtos de limpeza podem ser contaminados por micro-organismos quando há falhas na produção. E a falta de controle sobre a contaminação de produtos de uso doméstico por bactérias, vírus ou fungos é um evento grave, que oferece risco para a saúde das pessoas.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a resistência microbiana aos medicamentos, é, atualmente, uma das 10 maiores ameaças globais à saúde pública e preocupa a todos os países do mundo, tendo como consequências: internações hospitalares mais longas, sobrecarga dos sistemas de saúde e aumento de mortes evitáveis.

Nesse contexto, a circulação de fake news prejudica o próprio consumidor, induzindo a erros e expondo a saúde dessas pessoas a riscos desnecessários. A desinformação pode causar prejuízos graves e até mesmo irreversíveis à saúde. Em momentos como este, é necessário ter prudência, responsabilidade e respeito à saúde pública.”

G1

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