“Diarreia explosiva” provoca primeiras mortes em surto nos EUA

Duas pessoas com problemas de saúde preexistentes morreram em Michigan após contrair a infecção parasitária. O surto já soma milhares de casos e centenas de hospitalizações no estado

Foto- Getty

Duas pessoas morreram no estado de Michigan em decorrência do surto de ciclosporíase que atinge diferentes regiões dos Estados Unidos. São as primeiras mortes associadas à doença desde que o avanço dos casos foi identificado no país.

Segundo o Departamento de Saúde e Serviços Humanos de Michigan, os dois pacientes apresentavam condições de saúde preexistentes consideradas significativas. A avaliação é de que a infecção e a desidratação podem ter agravado esses problemas.

“As duas mortes foram identificadas como parte do surto de ciclosporíase que afeta Michigan. De acordo com os registros médicos, ambos os pacientes tinham condições de saúde preexistentes significativas que podem ter sido agravadas pela ciclosporíase e pela desidratação”, informou o órgão.

O departamento não divulgou outras informações sobre as vítimas. Também afirmou que mortes provocadas pela doença são incomuns, já que a infecção geralmente não é fatal.

Michigan contabiliza 11.234 casos relacionados ao surto. Desse total, 193 pacientes precisaram ser internados.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, os CDC, confirmaram que acompanham as duas mortes ocorridas entre pessoas com comorbidades no estado.

A ciclosporíase é uma infecção causada por um parasita microscópico que pode contaminar água e alimentos frescos. Entre os sintomas está uma diarreia intensa, descrita em alguns casos como “explosiva”.

A incidência costuma aumentar durante a primavera e o verão no país. O período de maior circulação da doença geralmente começa no início de maio e se estende até o fim de agosto.

Os CDC já identificaram mais de 18 mil casos suspeitos ou confirmados de ciclosporíase adquirida nos Estados Unidos nesta temporada. Desse total, 6.707 foram confirmados, enquanto cerca de 11.500 permanecem sob análise laboratorial para determinar a origem da infecção.

As autoridades relacionaram parte do surto a um parasita encontrado em alfaces fornecidas pela Taylor Farms e utilizadas pela rede de fast-food Taco Bell. O produto foi distribuído a restaurantes localizados em Indiana, Kentucky, Michigan, Ohio e Virgínia Ocidental.

A Taco Bell informou que o ingrediente foi retirado de sua cadeia de abastecimento em todo o país por tempo indeterminado. Segundo a empresa, a substituição ocorreria em até 24 horas em alguns estados.

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