Eduardo Bolsonaro sugere envio de fuzileiros ao Brasil e defende que Flávio deixe o Brasil se perder

A fala se deu a dois dias do segunto turno das eleições presidenciais brasileiras, durante episódio do podcast “Louder with Crowder”. O programa é do comentarista Steven Crowder, conhecido por divulgar alegações infundadas de fraude nas eleições presidenciais americanas de 2020, que deram a vitória ao democrata Joe Biden sobre Donald Trump.

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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro sugeriu, em podcast divulgado nesta sexta-feira (23), o envio de fuzileiros navais ao Brasil quando questionado se seu grupo político teria algum plano para ajudar o pai, Jair Bolsonaro (PL), atualmente preso por tentar um golpe de Estado, se o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) perdesse as eleições.

A fala se deu a dois dias do segunto turno das eleições presidenciais brasileiras, durante episódio do podcast “Louder with Crowder”. O programa é do comentarista Steven Crowder, conhecido por divulgar alegações infundadas de fraude nas eleições presidenciais americanas de 2020, que deram a vitória ao democrata Joe Biden sobre Donald Trump.

“Se seu irmão não ganhar a eleição, vocês têm algum plano para ajudar seu pai ou essa é uma situação sobre a qual vão pensar se o resultado for este?”, questionaram a Eduardo. “Envie os fuzileiros navais”, respondeu o ex-parlamentar entre risos dos integrantes do programa.

Ele também afirmou defender que Flávio Bolsonaro deixe o país caso não seja eleito. Para justificar a posição, Eduardo citou fala de Lula em debate presidencial na Band, no dia 18 de outubro, quando o petista disse que Flávio Bolsonaro vai perder a imunidade caso não seja eleito no próximo dia 25.

“Houve um momento no debate em que Lula disse, olhando para o meu irmão: ‘se você perder a eleição no ano que vem, não será mais senador. Você não terá imunidade e nós vamos investigar tudo sobre você’. Ele disse isso abertamente, no meio do debate”, comentou Eduardo.

“Ele estava ameaçando meu irmão. E eu presumo que, se meu irmão não ganhar, sou a favor de que ele deixe o país. Sim, com certeza, com certeza”, disse.

Eduardo Bolsonaro também questionou, sem provas, as urnas no Brasil. Em um momento da entrevista, ele afirmou que o problema do país é a falta de voto impresso.

“O problema é que nós não usamos papel, não há contagem pública dos votos, e você precisa confiar na máquina. Nós usamos máquinas e é isso. Esse é o problema.”

Ele também afirmou, atribuindo a frase ao ditador soviético Josef Stálin, que “não importa em quem você vota, a questão é quem conta os votos, esse é o problema. Então, da mesma forma que eu não posso provar que houve fraude, eles não podem provar que não houve”.

Eduardo Bolsonaro também criticou o STF (Supremo Tribunal Federal), que disse ter poderes excessivos, e o ministro Alexandre de Moraes, principal oponente de bolsonaristas na corte.

Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos e foi condenado pelo STF, em junho deste ano, pelo crime de coação no curso de processo por articular junto a autoridades e aliados do governo americano a adoção de sanções contra ministros do Supremo e medidas econômicas contra o Brasil como forma de pressionar a corte em julgamento que condenou Jair Bolsonaro por golpe de Estado.

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