Empresário ligado ao transporte de cocaína do PCC é preso

Condenado desde 2023, empresário era procurado por tráfico e organização criminosa

Aeronave operava para grupo liderado por Gegê do Mangue - Foto: Reprodução | Redes Sociais

A Polícia Militar de São Paulo capturou, na última segunda-feira, 17, em Sorocaba, o empresário Fábio Pinheiro de Andrade Avani, de 49 anos, procurado pela Justiça por envolvimento com o tráfico de drogas e participação em organização criminosa. A prisão ocorreu no bairro Parque São Bento, onde o investigado vivia com a família.

Avani estava foragido desde agosto do ano passado, quando foi confirmada sua condenação a oito anos e dez meses de prisão. Segundo as investigações, ele não apenas era proprietário de um helicóptero utilizado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), como também coordenava o transporte e a distribuição de cocaína para vários estados do país.

A advogada do acusado, Danielli del Cistia, afirmou que o mandado de prisão foi cumprido de forma regular e que seu cliente já iniciou o processo de cumprimento da pena. Durante a abordagem, os policiais apreenderam três celulares, enviados à Polícia Civil para perícia.

No dia seguinte à prisão, Avani passou por audiência de custódia e foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Sorocaba, onde permanece à disposição da Justiça.

Helicóptero ligado a Gegê do Mangue

As apurações que levaram Avani a ser investigado começaram em 2018. À época, a Polícia Civil descobriu que a aeronave pertencente a ele era utilizada pela quadrilha comandada por Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue — uma das principais lideranças do PCC até ser assassinado em fevereiro daquele ano, na Grande Fortaleza.

A investigação avançou após a prisão de três mexicanos, um colombiano e um brasileiro flagrados com mais de 90 quilos de cocaína em Vargem Grande Paulista, na região metropolitana de São Paulo. As autoridades identificaram que o helicóptero de Avani circulava por diferentes hangares, especialmente em Arujá.

Dois pilotos — Rogério Almeida Antunes e Luís Paulo Mattar Pereira — chegaram a operar a aeronave. Ambos foram detidos e condenados em primeira instância junto com Avani a 10 anos e oito meses de prisão. Posteriormente, a pena do empresário foi reduzida em segunda instância para oito anos e dez meses.

jornal atarde

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