Frente fria marca o início do inverno, mas calor domina Bahia e Nordeste no resto da estação

Previsão é de frio mais intenso nas primeiras semanas

Previsão é de frio mais intenso nas primeiras semanas

O inverno começou oficialmente neste domingo (21), com o solstício que marca a noite mais longa do ano no Hemisfério Sul. A mudança de estação já deve ser percebida rapidamente, com a chegada das primeiras massas de ar frio atuando principalmente sobre o Centro-Sul do Brasil ainda na virada do fim de semana.

De acordo com a Climatempo, a estação tende a ter um comportamento marcado por frio mais concentrado no começo do inverno, seguido por períodos de aquecimento gradual. No Sul do país, a expectativa é de chuva acima da média, enquanto no Sudeste e no Centro-Oeste podem ocorrer pancadas fora de época. Já no Norte e no Nordeste, incluindo a Bahia, o cenário predominante deve ser de tempo mais seco e temperaturas elevadas.

Julho aparece como o mês mais rigoroso do ponto de vista do frio. A previsão aponta duas incursões fortes de ar polar, uma na metade e outra no fim do mês. Essas massas devem atingir principalmente o Sul, avançar sobre áreas do Sudeste e do Centro-Oeste e, em episódios mais intensos, alcançar regiões como o norte de Minas Gerais e o extremo sul da Bahia.

Há ainda possibilidade de temperaturas negativas em pontos mais altos do Sul e ocorrência de geada, além de chance, ainda que rara, de neve nas serras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Parte dessa massa de ar frio também pode provocar friagem em estados da Amazônia, como Rondônia, Acre e o sul do Amazonas.

Entre o fim de junho e o início de julho, uma primeira onda de ar polar já deve avançar pelo interior do país, com impacto sobre o Sul, áreas do Sudeste e do Centro-Oeste. Esse sistema também pode provocar queda de temperatura em regiões mais distantes, reforçando o contraste térmico em grande parte do 

território.

Tempo vai esquentando

Na segunda metade de agosto, a tendência é de enfraquecimento progressivo das massas de ar frio, com aumento gradual das temperaturas. Em muitas áreas, os termômetros podem ficar acima da média histórica, com episódios de calor mais frequentes no Centro-Oeste, Sudeste, Norte e Nordeste.

Em setembro, já na transição para a primavera, cresce o risco de ondas de calor, especialmente no Centro-Oeste, no Norte e no Nordeste. No Nordeste, que inclui cidades como Salvador, o padrão deve continuar sendo de tempo quente e seco, com pouca variação de chuva.

No comportamento das chuvas, o Sul se destaca como a região mais favorecida, com maior passagem de frentes frias e volumes acima da média em áreas como o sudoeste do Paraná. Já o Sudeste e o Centro-Oeste seguem com característica de inverno mais seco, embora possam registrar pancadas isoladas ao longo da estação. Mesmo assim, a variação térmica entre manhãs frias e tardes mais quentes deve ser frequente.

No Norte e em boa parte do Nordeste, o cenário é de redução das chuvas e aumento do tempo seco, o que eleva o alerta para queimadas, especialmente na região do Matopiba, que envolve áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

Julho deve concentrar o auge do frio, com geadas e até neve em áreas específicas do Sul, enquanto o ar polar pode avançar de forma mais ampla pelo país. Em agosto, o frio perde intensidade e o calor volta a ganhar espaço. Já em setembro, o domínio do ar mais quente se amplia, com aumento da instabilidade apenas em áreas do Centro-Sul.

Correio24horas

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