Lídice chama Eduardo Bolsonaro de ‘traidor’ e minimiza Flávio no São João da Bahia

Segundo a deputada, a recepção de Flávio durante os festejos pode ocorrer com “um pouco de ignorância e com indiferença”

Foto- Divulgação

A deputada federal Lídice da Mata (PSB) subiu o tom contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e classificou o parlamentar licenciado como “um traidor” e “agente do governo americano”, ao comentar a condenação do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

As declarações foram dadas nesta quarta-feira (17), durante a solenidade que autorizou a construção do Centro de Referência Estadual para o Cuidado Integral em Reabilitação de Pessoas com Deficiência (CRECIR) – Luiza Câmara, no bairro do Stiep, em Salvador.

Ao comentar a condenação do parlamentar, a socialista afirmou que o julgamento foi correto e acusou Eduardo Bolsonaro de atuar contra os interesses do país. “Um agente do governo americano e não um político que defende o seu país. O julgamento foi justo”, declarou.

Lídice elevou o tom das críticas ao afirmar que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro agiu para prejudicar o Brasil em defesa de interesses pessoais e familiares.

“Uma pessoa que trai os interesses do Brasil. O Brasil sofreu um tarifaço em diversas áreas produtos do nosso país para exportação em função de uma campanha desempenhada por ele nos Estados Unidos para punir o nosso país pela condenação ou para chantagear e impedir a condenação do pai dele. Ninguém é dado o direito, por mais importante que seja, ou que se julgue ser, de impedir a realização da justiça e, por outro lado, sabotar os interesses da pátria. Ele é um traidor”, disparou.

Flávio Bolsonaro no São João de Cruz das Almas

A deputada também comentou a possível participação do senador Flávio Bolsonaro nos festejos juninos de Cruz das Almas, no Recôncavo baiano. Embora tenha reconhecido o direito do parlamentar de circular pelo estado, ela questionou sua relação com a Bahia e minimizou os efeitos políticos da visita.

“Ora, ele é candidato ao presidente da República, tem o direito de ir em qualquer cidade, ninguém duvida disso. Eu não duvido é da legitimidade, eu já disse isso em relação ao título de cidadão. Nunca vi uma ação desse senhor, como político, deputado federal, tantas vezes, e agora senador, uma só, que fosse dirigida a beneficiar o povo da Bahia ou o estado da Bahia. Portanto, não vejo razão. Acho que ele tem o direito, aqui ele vai ter votos, todo mundo pode vir. Acho que ele não é muito adaptado ao São João”, avaliou.

Segundo Lídice, a recepção ao senador durante os festejos pode ocorrer com “um pouco de ignorância e com indiferença”, em meio ao que classificou como uma tentativa de forçar sua inserção no cenário político baiano.

Bahia.Ba

google news