Operação Iceberg prende pessoas em Santo Antônio de Jesus e outras cidades baianas.

Justiça autorizou bloqueio de até R$ 200 milhões em bens e recursos do grupo. Outro investigado teve mandado de prisão cumprido dentro do sistema prisional em Sergipe.

Operação mira grupo que vendia drogas para clientes de alto poder aquisitivo na Bahia — Foto: Polícia Civil

Onze pessoas foram presas nesta quinta-feira (24/09/26) durante a Operação Iceberg, que investiga uma rede de tráfico de drogas voltada para consumidores de alto poder aquisitivo na Bahia. Um 12º investigado já estava preso no sistema prisional de Sergipe e teve o mandado cumprido na unidade.

Ao todo, 12 investigados estão presos. Segundo a Polícia Civil, foram cumpridos nove mandados de prisão preventiva e registradas duas prisões em flagrante durante a operação.

A Justiça também autorizou o bloqueio de até R$ 200 milhões em bens e recursos dos investigados.

As prisões aconteceram em Salvador, Jaguaripe, Santo Antônio de Jesus e Vitória da Conquista, na Bahia. O mandado contra o investigado que já estava preso foi cumprido em Aracaju, em Sergipe.

Entre os presos estão três homens apontados pela investigação como integrantes da chefia do grupo. O principal alvo, Erick Castro Gusmão Seixas, foi localizado no Alto do Itaigara, em Salvador.

Veja abaixo os nomes dos outros investigados presos:

  • Luccius Magno Fernandes Neiva Gomes;
  • Luan Costa da Silva;
  • Marco Antonio Cavalcanti de Azevedo Lopes;
  • Laisa Franca Lacerda;
  • Matheus Ribeiro Mello do Nascimento;
  • Marcelo Botelho Reis;
  • Tyago de Assis Conceição — já estava preso em Sergipe;
  • Guilherme Rodrigues de Oliveira;
  • Theo Macedo e Dantas;
  • Camila Ingrid Dourado Bezerra;
  • Robson Siqueira Reis.

Segundo a Polícia Civil, ele recebia drogas de fornecedores de São Paulo e do Paraguai e coordenava a distribuição dos entorpecentes para Salvador, Vitória da Conquista e Santo Antônio de Jesus.

A investigação financeira aponta que o suspeito movimentou mais de R$ 9,6 milhões em cinco anos, por meio de mais de 16,6 mil transações bancárias. Empresas, contas de terceiros e outras pessoas teriam sido utilizadas para movimentar os valores.

Segundo a investigação, o grupo utilizava redes sociais como principal canal de venda. Os entorpecentes eram anunciados em perfis no Instagram, enquanto os clientes faziam os pedidos por mensagens privadas.

Os pagamentos eram realizados principalmente por Pix, e as entregas aconteciam em locais previamente combinados.

As drogas eram colocadas em embalagens fechadas e padronizadas, sem identificação do conteúdo, em uma dinâmica semelhante à de serviços convencionais de entrega.

Entre os consumidores identificados estavam médicos, empresários, advogados e outros profissionais de alto poder aquisitivo, segundo a Polícia Civil.

Os entorpecentes eram divulgados com nomes comerciais como ICE, WOLF, DRY, FLOR 24K e REFIL HALLU CALIFA. Este último, segundo os investigadores, está relacionado a variedades de cannabis importadas.

A investigação aponta que os produtos eram vendidos por valores superiores aos praticados no mercado ilegal convencional e apresentados aos clientes como drogas de maior qualidade.

Grupo tinha carros avaliados em mais de R$ 1,1 milhão

A investigação aponta que os produtos eram vendidos por valores superiores aos praticados no mercado ilegal convencional e apresentados aos clientes como drogas de maior qualidade.

A investigação também identificou um padrão de vida elevado entre os suspeitos. Segundo a Polícia Civil, eles se apresentavam como empresários, moravam em imóveis de alto padrão e circulavam com veículos de luxo.

Entre os bens atingidos pelas medidas judiciais estão oito carros e uma motocicleta.

A lista inclui Audi A4 e Q3, BYD Song Plus GS DM, Honda CR-V Touring, Volkswagen Amarok, Jeep Compass e Chevrolet Tracker, além de uma Honda NXR 160 Bros.

Cidadedaspalmeirasnews.com.br

google news