Prefeito entra no foco de operação da PF contra fraudes em Valença e outras cidades baianas.

PF e CGU investigam possíveis fraudes em licitações, desvio de recursos, corrupção e pagamentos irregulares na gestão municipal.

Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quinta-feira (13), a Operação Severus, segunda fase da Operação Pacto Infame, para aprofundar as investigações sobre um possível esquema criminoso envolvendo contratações públicas no município de Gongogi, no sul da Bahia.

Ao todo, são cumpridos 33 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). As medidas são realizadas também nos municípios de Itabuna, Ilhéus, Dário Meira, Ipiaú, Ibicaraí, Valença e Eunápolis.

A investigação apura a possível atuação de uma organização criminosa dentro da administração municipal, com participação de agentes públicos e particulares. Segundo a PF, o grupo teria envolvimento, em tese, em fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro, inclusive com utilização de recursos federais.

Entre as irregularidades identificadas até o momento estão o possível direcionamento de licitações, uso de documentos falsos e simulação de procedimentos administrativos.

Os investigadores também apuram pagamentos por serviços que não teriam sido realizados ou que foram executados apenas parcialmente.

De acordo com a Polícia Federal, os valores supostamente desviados teriam sido posteriormente movimentados por meio de pessoas interpostas e empresas.

“A investigação apura a possível atuação de grupo criminoso no âmbito da Administração Municipal, com participação de agentes públicos e de particulares, voltada, em tese, à prática de fraudes em procedimentos licitatórios, de desvio de recursos públicos, de corrupção e de lavagem de dinheiro”, informou a PF.

Além de documentos e mídias, a decisão judicial autorizou a apreensão de dinheiro em espécie, joias e veículos relacionados aos investigados.

O TRF1 também determinou medidas cautelares patrimoniais, com bloqueio e indisponibilidade de valores, veículos, imóveis e outros bens dos alvos da operação. O limite das medidas é de R$ 2 milhões.

O material recolhido durante a Operação Severus será analisado pela Polícia Federal e pela CGU. As investigações continuam com o objetivo de esclarecer os fatos e individualizar as responsabilidades dos envolvidos.

Bahia.Ba

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