Secretário de Segurança da Bahia avalia maior número de mulheres na chefia do tráfico e diz: ‘Se especializaram’

Foto- Divulgação

O secretário de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Marcelo Werner, avaliou, nesta última terça-feira (16), o crescimento do número de mulheres na chefia do tráfico no estado, durante participação no programa Boa Noite Bahia, da Bahia FM.

Para Werner, a atuação, que antes acontecia de forma subsidiária, sem ação direta, passou a ter protagonismo com a prisão ou morte dos companheiros dessas suspeitas, ou porque elas “se especializaram” diante do crescimento das organizações criminosas.

“A partir de investigações, a gente passou a notar o protagonismo de mulheres dentro da estrutura criminal. (…) Participavam mais ativamente da distribuição, da compra e venda de armas, da lavagem de dinheiro. Essa é uma característica, em sua maioria, das mulheres que estão nos maiores escalões do tráfico”, pontuou.

O secretário destacou também o “modus operandi” dessas mulheres e citou o caso da advogada Pollyanne França Gomes, conhecida como “Rainha do Sul”.

Presa em Salvador em 27 de novembro, durante uma operação que capturou outros 14 suspeitos, a mulher é apontada pela Polícia Civil(PC) como braço direito e companheira de Leandro da Conceição Santos Fonseca, chefe do Bonde do Maluco (BDM).

“Começa a se relacionar com essa liderança, e, a partir desse relacionamento, começa a fazer o papel de continuidade daquela liderança, a voz fora do presídio. Passando a ter um poder de comando, a partir do empoderamento. E utiliza, inclusive, de estar como cônjuge, de ter a possibilidade de ter a visita íntima para gastar mais tempo arquitetando os planos para serem transmitidos”, disse.

Vale destacar que, em outra ação, deflagrada na segunda-feira (15), outras 10 mulheres de outro grupo criminoso foram presas. Entre elas, Kananda Hemerly Moreira, apontada como viúva de um dos chefes da facção Comando Vermelho, que seguia coordenando ações, mesmo após a morte do companheiro.

A suspeita foi o principal alvo da Operação “Costa Segura”, deflagrada pelas polícias Civil, Militar e Federal. A função dela no grupo criminoso era fornecer drogas e armas de fogo, além de negociar remessas de drogas.

Além de administrar o tráfico de armas e drogas, a investigada também tinha passagem por estelionato após negociar uma pistola, receber R$ 10 mil pela arma e não fazer a entrega.

 G1

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