Moradores denunciam poluição sonora no centro de Miguel Calmon

As queixas se arrastam há anos e envolvem uso de paredões de som; prefeitura nega autorização e moradores cobram providências das autoridades

Foto- Reprodução

Miguel Calmon, município localizado no norte da Bahia, na região da Chapada Diamantina, a cerca de 367 quilômetros de Salvador e que faz divisa com Jacobina, é conhecida pelo clima serrano e pela proximidade com atrativos naturais, como o Parque Estadual das Sete Passagens.

No entanto, apesar do potencial turístico e das características tranquilas, moradores do centro da cidade relatam a perda da paz e do sossego devido à poluição sonora.

Pelo segundo ano consecutivo, um morador procurou a redação do Blog Cidade das Palmeiras News para denunciar a desordem provocada, segundo ele, pelo uso frequente de paredões de som associados a um grupo de ciganos que reside no município. De acordo com o relato, o problema ocorre há vários anos e se intensifica principalmente durante a noite, avançando pela madrugada.

Cidade de Miguel Calmon no Norte da Bahia, onde a poluição sonora reina a anos com ciganos tirando a paz da população- Foto- Reprodução/Internet

O morador afirmou que teria recebido a informação de que a prefeitura municipal teria autorizado o uso de sons automotivos em veículos até altas horas. No entanto, ao entrar em contato com o secretário responsável pela pasta, recebeu a negativa de que exista qualquer autorização oficial para esse tipo de prática no local mencionado.

Em áudio enviado à redação, uma pessoa ligada à Prefeitura de Miguel Calmon informou que a denúncia do internauta foi encaminhada ao secretário Gilmar, da Secretaria de Administração, órgão responsável pela Guarda Municipal e pela segurança do município.

Segundo essa fonte, tanto a Guarda Municipal quanto a Polícia Militar já estariam cientes da situação dos paredões, além de representação do fato ao Ministério Público local.

Ainda de acordo com o relato, foi destacada a necessidade de uma revisão no Código de Posturas do município, que atualmente permite eventos sonoros até as 2h da manhã. Apesar disso, foi ressaltado que tanto a prefeitura quanto a Polícia Militar têm responsabilidade sobre a manutenção da ordem pública, o que, segundo os moradores, não tem sido efetivamente cumprido.

Diante da falta de ações concretas, moradores afirmam que continuam convivendo com a poluição sonora e pedem socorro às autoridades municipais e ao Governo do Estado da Bahia para que sejam adotadas medidas eficazes no combate ao problema, que já se arrasta há muitos anos em Miguel Calmon.

Os paredões na Bahia, paredões de som em vias públicas geram penalidades como multas elevadas (potencialmente até R$ 17 mil), apreensão de equipamentos e veículos, suspensão da CNH e até condução à delegacia por perturbação do sossego, com fiscalização feita pela Polícia Militar (PMBA), prefeituras e órgãos ambientais, podendo ser denunciados pelo 190, pois a poluição sonora é crime ambiental e contravenção penal, com o Ministério Público da Bahia (MP-BA) reforçando a proibição de som audível externamente, a qualquer hora, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). 

VEJAM A MATÉRIA QUE FALA SOBRE A PRÁTICA DO PAREDÃO:

Cidadedaspalmeirasnews.com.br

google news