Cientistas detectam HPV em múmias

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    Após uma investigação detalhada de dados genômicos extraídos de fósseis, cientistas brasileiros identificaram a presença do papilomavírus humano tipo 16 (HPV16) em múmias congeladas, preservadas naturalmente ao longo dos séculos.

    A descoberta foi liderada por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e publicada em meados de dezembro em versão pré-print na plataforma científica bioRxiv, lançando nova luz sobre a história evolutiva do vírus.

    O HPV16 é classificado como um subtipo de alto risco, transmitido principalmente por contato sexual, seja pelo contato direto pele a pele ou por meio das mucosas.

    Uma vez no organismo, o vírus apresenta elevado potencial oncogênico, estando associado ao desenvolvimento de diferentes tipos de câncer.

    A identificação do patógeno em restos humanos tão antigos reforça a relevância do HPV como um desafio persistente para a saúde pública e abre novas perspectivas para pesquisas sobre sua origem e disseminação.

    Sociedadeonline

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