Orelhões que fizeram parte da vida de milhões estão sendo removidos das ruas de todo país

José Cruz/Agência Brasil

Símbolos de uma época em que a comunicação dependia de fichas e cartões magnéticos, os orelhões estão prestes a desaparecer das calçadas brasileiras. A partir deste ano, mais de 37 mil aparelhos, entre operantes e danificados, começarão a ser removidos em diversas cidades do país.

A retirada marca o fim de um ciclo tecnológico superado pela popularização dos celulares e acontece após o encerramento das concessões de telefonia fixa, ocorrido no ano passado. Com isso, empresas como Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica deixaram de ter obrigação legal de manter os telefones públicos.

Apesar da mudança, o serviço não será extinto imediatamente em todos os locais. As operadoras ainda devem garantir serviços de voz até dezembro de 2028 em regiões onde forem as únicas fornecedoras. Em alguns municípios, como Londrina e Tamarana, no Paraná, os orelhões seguirão ativos durante a fase de transição.

O uso dos aparelhos, que teve auge nos anos 1990, caiu drasticamente. Atualmente, a maioria não registra chamadas há meses, tornando a manutenção inviável diante da presença quase universal dos smartphones.

Agência Brasil

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