Alerta surgiu após os casos registrados em um navio de cruzeiro

Foto- Reprodução

De olho em 2026, o senador Flávio Bolsonaro tem intensificado movimentos políticos na Bahia, estado considerado um dos principais redutos eleitorais do presidente Lula e do PT no país.

A estratégia do grupo bolsonarista é ampliar presença no território baiano, reduzir a rejeição ao sobrenome Bolsonaro e construir alianças capazes de enfrentar a hegemonia petista no Nordeste.

Os próximos passos dessa ofensiva devem ocorrer no Oeste baiano. Tanto Lula quanto Flávio são esperados na Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, entre os dias 8 e 13 de junho. A expectativa é que ambos participem da abertura do evento, considerado um dos maiores do agronegócio brasileiro, setor onde o bolsonarismo mantém forte influência.

Na Bahia, a articulação para aproximar Flávio do eleitorado local vem sendo conduzida pelo ex-ministro e pré-candidato ao Senado João Roma. Em entrevista na Assembleia Legislativa, Roma afirmou que trabalha para garantir a presença do senador em uma série de agendas estratégicas no estado. Segundo ele, o objetivo é apresentar uma imagem mais próxima do parlamentar ao público baiano.

“Queremos apresentar ao povo baiano a forma como ele atua e a habilidade que tem na política. Isso já tem baixado a rejeição e aumentado sua intenção de voto”, declarou Roma ao comentar pesquisas internas do grupo político.

A movimentação ganhou novos capítulos nesta semana. A Câmara Municipal de Salvador aprovou a concessão do título de cidadão soteropolitano a Flávio Bolsonaro. A homenagem foi articulada pelo vereador Cezar Leite, que classificou a iniciativa como parte de uma aproximação política com o senador, tratado por aliados como pré-candidato ao Palácio do Planalto.

“Vamos transformar e livrar a Bahia do PT”, afirmou o vereador durante a sessão.

O avanço bolsonarista, porém, já provoca reação de adversários. A deputada federal Lídice da Mata ironizou a homenagem aprovada pela Câmara e afirmou que a aproximação entre Flávio e grupos políticos baianos representa uma tentativa de construção antecipada de palanque para 2026.
Paralelamente, Flávio também tem buscado nacionalizar o discurso contra o PT. Após a operação envolvendo o caso Banco Master, o senador relacionou o escândalo à “alta cúpula do PT nacional e da Bahia” e voltou a pressionar pela instalação de uma CPI no Congresso. A ofensiva reforça a tentativa do presidenciável de transformar a Bahia em um dos principais campos da disputa política contra Lula nos próximos anos.

Jornal Massa

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