Caso Thamiris: Justiça manda prender suspeitos novamente

Foto- Divulgação

A Justiça voltou a decretar, nesta terça-feira (9) a prisão de Rodrigo Faria Sena dos Santos, conhecido como “Rodrigo Farinha”, apontado pela Polícia Civil como um dos principais suspeitos de envolvimento na morte da adolescente Thamiris Pereira, de 14 anos. A decisão também atinge outros dois investigados, que passam a ser novamente procurados no âmbito do inquérito que apura o crime.

De acordo com informações apuradas pela reportagem, a determinação judicial mais recente restabelece as prisões dos três suspeitos, que são investigados por participação direta na dinâmica que levou à morte da adolescente. O grupo é apontado pela investigação como responsável por atrair Thamiris até o local onde ela teria sido executada.

Rodrigo, que seria vizinho da vítima, é citado nos autos como uma das pessoas que teriam intermediado o contato e conduzido a jovem até o ponto combinado, onde ocorreu o crime.

Histórico de prisões e decisões

Rodrigo já havia sido preso em fases anteriores da investigação, mas acabou sendo liberado por decisão judicial após entendimento de ausência de elementos suficientes para manutenção da custódia preventiva.

Em outro momento, ele voltou a ser detido durante o andamento das apurações e permaneceu custodiado na sede da Polinter, nos Barris, em Salvador. Posteriormente, acabou sendo liberado novamente, até a nova ordem de prisão expedida nesta terça-feira (9).

Desaparecimento e morte da adolescente

O caso ganhou grande repercussão na Bahia pela violência e pelas circunstâncias do crime. Thamiris Pereira desapareceu no dia 12 de março, após sair da escola no bairro de Itinga, em Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador.

Dias depois, o corpo da adolescente foi localizado em um terreno baldio na região do Cassange, na capital baiana, encerrando as buscas e dando início a uma investigação de homicídio que mobilizou equipes da Polícia Civil.

As investigações apontam que Thamiris teria sido atraída sob o pretexto de uma conversa com pessoas conhecidas da região. No local, segundo a apuração policial, ela teria sido submetida a uma espécie de “interrogatório” ou “julgamento informal”, em um modelo associado ao chamado “tribunal do crime”, prática ligada a grupos criminosos.

A principal linha investigativa indica que o crime pode ter sido motivado por uma suposta retaliação. De acordo com relatos do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), há indícios de que a adolescente teria sido associada a uma denúncia que resultou na prisão de um homem por violência doméstica.

Durante a investigação, a Polícia Civil reuniu depoimentos e análises de imagens que indicam que a vítima teria sido induzida a mudar o trajeto após sair da escola, seguindo até o ponto onde foi vista pela última vez com os suspeitos.

jornal Massa

google news