Trabalhadores da limpeza urbana cobram repasses de empréstimos e não descartam paralisação em Santo Antônio de Jesus. IMAGENS

Categoria afirma que valores são descontados dos salários, mas não estariam sendo repassados aos bancos; sindicato cobra cumprimento de acordo e aponta possibilidade de paralisação.

Foto montagem e redação-Djalma Almeida

Os trabalhadores da limpeza urbana de Santo Antônio de Jesus, vinculados à empresa responsável pelos serviços de limpeza do município, participaram de uma assembleia nesta quarta-feira (26), na sede do Sindicato dos Trabalhadores de Limpeza Pública (SINDILIMP), no Recôncavo Baiano.

Entre as principais pautas discutidas está a falta de repasse aos bancos dos valores referentes aos empréstimos consignados que, segundo os trabalhadores, são descontados mensalmente diretamente dos salários.

Em entrevista ao radialista Edmilson Bolão, da Nova FM 94.7, o dirigente sindical Tom afirmou que foi firmado recentemente um acordo para o pagamento de 70% das dívidas junto às instituições bancárias.

Segundo ele, a categoria não aceita uma proposta diferente daquela que foi estabelecida no acordo.

Um dos trabalhadores relatou à reportagem que teve o nome incluído no Serasa mesmo com as parcelas dos empréstimos sendo descontadas de seu salário.

Segundo um dos servidores, seu nome está no Serasa por conta das dívidas e impedido de tomar empréstimos, além de não poder colocar alimentação na mesa de sua família devido aos atrasos.

De acordo com o funcionário, a situação também tem dificultado a contratação de novos empréstimos, o que estaria comprometendo a organização financeira das famílias.

Representantes dos trabalhadores da Sindlimp no estúdio da Nova FM 94,7 com o âncora Naldo Filho

Os dirigentes sindicais cobram o cumprimento do acordo firmado com a empresa e afirmam que, caso não haja uma solução para o problema, a categoria poderá realizar uma paralisação geral dos serviços.

Segundo informações apresentadas durante a mobilização, a empresa responsável pela limpeza urbana estaria enfrentando dificuldades financeiras.

Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre um eventual prazo para a regularização dos repasses.

A categoria aguarda uma solução para evitar que os trabalhadores continuem sendo prejudicados com restrições de crédito decorrentes de valores que, segundo os relatos, já foram descontados dos salários.

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Cidadedaspalmeirasnews.com.br

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