Aluno da UFBA é estuprado e roubado por dupla do golpe do app gay

Jovem de 20 anos foi rendido com faca e pistola; agressores limparam dados do celular

Homens presos | Foto: Portal MASSA!

Um estudante de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (UFBA), de 20 anos, foi roubado e estuprado pelos dois jovens presos na manhã desta sexta-feira (26), durante a Operação Pilot, que teve como alvo uma quadrilha especializada em atrair vítimas por meio de um aplicativo de relacionamento voltado ao público gay. Os suspeitos foram identificados como Rafael Gonçalves Santos e João Gabriel Ornelas Ramos, ambos de 23 anos.

O portal MASSA! apurou, com exclusividade, que a vítima relatou em depoimento que, em maio deste ano, estava em um beco nas proximidades da Rua Caetano Moura, no bairro da Federação, por volta das 7h40, quando foi abordada pelos suspeitos. Rafael, estava armado com uma faca de carne, enquanto João Gabriel portava uma pistola preta.

Sob o pretexto de que o universitário estava em uma área dominada pela facção Bonde do Maluco (BDM), a dupla o coagiu e afirmou que ele precisaria pagar uma quantia em dinheiro. Em seguida, tomou o celular da vítima e alterou as credenciais de segurança do aparelho.

Roubo e estupro

Os criminosos acessaram um aplicativo bancário, mas constataram que o estudante não possuía saldo na conta. Ainda conforme o relato da vítima, algumas pessoas presenciaram a ação, mas não intervieram. Diante da falta de dinheiro, Rafael, que estava com a faca, obrigou o universitário a praticar sexo anal e oral.

Após ser liberada, a vítima seguiu em direção ao campus da UFBA e pediu ajuda a um segurança da universidade. No entanto, segundo seu relato, o profissional informou que não poderia prestar auxílio. Em seguida, outra pessoa solicitou uma corrida por aplicativo de transporte para que o estudante pudesse voltar para casa em segurança, já que estava sem o celular.

A vítima registrou o caso em uma delegacia, realizou exames periciais no Instituto Médico Legal (IML) Nina Rodrigues e foi submetida aos protocolos médicos de profilaxia contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e HIV.

Ainda conforme apuração do MASSA!, Rafael, também conhecido pelo apelido de “Índio”, utilizava o nome falso “Jerferson” no aplicativo de relacionamento para atrair as vítimas.

Os dois suspeitos atuavam de forma reiterada na região da Federação, tendo como principais alvos estudantes da UFBA. Segundo as investigações, eles utilizavam sempre o mesmo modus operandi para encurralar as vítimas em becos isolados. Ainda de acordo com a apuração do portal, uma das linhas de investigação aponta que a dupla atuava em uma área sob influência do BDM e contava com uma espécie de “passe livre” concedido por integrantes da facção para praticar os crimes.

Jornal Massa

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