Cientistas produzem vacina que protegeu ratos contra vírus da gripe

© Lusa

© Lusa

Pode estar chegando uma nova vacina contra a gripe. Um grupo de cientistas desenvolveu, nos Estados Unidos, uma vacina de nanopartículas que protegeu ratos contra três cepas do vírus da gripe. O resultado pode abrir caminho para uma vacina humana mais eficaz.

“Nosso objetivo é desenvolver uma vacina contra a gripe mais eficaz e amplamente protetora, para que uma pessoa não precise se vacinar todos os anos”, explicou uma das autoras do trabalho, Fei Wen, citada em um comunicado divulgado nesta segunda-feira pela Universidade de Michigan.

A equipe direcionou a pesquisa para uma proteína do vírus da gripe que sofre alterações genéticas mais lentamente do que as principais proteínas reconhecidas pelo organismo humano nos vírus da gripe inativados (vírus usados na produção de vacinas que não causam infecção e têm como objetivo “ensinar” o sistema imunológico a reconhecer o vírus real e produzir anticorpos).

Segundo os autores do estudo, as vacinas contra a gripe disponíveis atualmente incluem uma combinação de três ou quatro variantes do vírus para alcançar um nível de proteção semelhante ao da vacina desenvolvida em laboratório. Mesmo assim, sua eficácia não é total, variando entre 30% e 60%.

Como os vírus da gripe estão em constante transformação, a imunidade proporcionada por uma vacina comum não é duradoura.

A vacina que, segundo os cientistas, foi administrada com sucesso aos ratos é produzida com partículas microscópicas que têm aproximadamente o mesmo tamanho e formato dos vírus da gripe, mas são revestidas pela proteína M2, uma proteína do vírus da gripe que tem menor probabilidade de sofrer alterações rápidas.

Isso é diferente do que acontece com a hemaglutinina, outra proteína do vírus que é mais propensa a mutações genéticas, cobre cerca de 80% de sua superfície e é a principal proteína detectada pelo sistema imunológico humano.

Na produção da vacina, os pesquisadores utilizaram, em vez de ovos, levedura de padeiro geneticamente modificada para obter grandes quantidades da proteína M2 e produzir uma vacina contra a gripe em apenas um mês.

O próximo passo da pesquisa será avaliar por quanto tempo os ratos permaneceram imunes à gripe.

Os resultados divulgados nesta segunda-feira pela Universidade de Michigan foram apresentados em uma conferência da Sociedade Americana de Química.

Notícias ao minuto

google news