Defesa de Bolsonaro usou exames velhos para pedir cirurgia.

Moraes ressaltou que os exames apresentados para pedido de cirurgia para Bolsonaro foram de meses atrás e não apontavam a necessidade

Foto- Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), alegou que a defesa de Jair Bolsonaro (PL) usou exames antigos para pedir internação e nova cirurgia do ex-presidente no hospital DF Star, em Brasília. Moraes ressaltou, em decisão desta quinta-feira (11/12), que embora os advogados tenham alegado que Bolsonaro “apresentou novas intercorrências médicas, que justificariam a realização de imediata intervenção cirúrgica”, os exames eram de três meses atrás ou mais.

“Os exames médicos apresentados pela defesa não são atuais, sendo que o mais recente foi realizado há 3 meses, sem que à época os médicos tenham indicado necessidade de imediata intervenção cirúrgica”, disse decisão do ministro.

Diante do exposto, o relator do caso no STF determinou que a Polícia Federal faça perícia médica oficial, no prazo de 15 dias, para avaliar a necessidade de imediata intervenção cirúrgica apontada pela defesa do ex-presidente, preso na Superintendência da PF desde 22 de novembro. O magistrado escreveu que o ex-presidente não alegou essa necessidade ao ser preso, inclusive.

“Os exames médicos apresentados pela defesa não são atuais, sendo que o mais recente foi realizado há 3 meses, sem que à época os médicos tenham indicado necessidade de imediata intervenção cirúrgica”, disse decisão do ministro.

Diante do exposto, o relator do caso no STF determinou que a Polícia Federal faça perícia médica oficial, no prazo de 15 dias, para avaliar a necessidade de imediata intervenção cirúrgica apontada pela defesa do ex-presidente, preso na Superintendência da PF desde 22 de novembro. O magistrado escreveu que o ex-presidente não alegou essa necessidade ao ser preso, inclusive.

O ex-presidente está preso desde 22 de novembro na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília (DF). Ele começou cumprindo prisão preventiva em regime fechado no local por causa dos episódios da vigília e da tornozeleira. Após o trânsito em julgado do processo, em 25 de dezembro, sobre a trama golpista, Jair Bolsonaro passou a cumprir a sentença em regime fechado.

Metrópoles

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