Jaques Wagner chama atitude de Davi Alcolumbre de ‘exagerada’ e defende Jorge Messias para o STF

Jaques Wagner critica Davi Alcolumbre sobre indicação ao ST

Foto- Devid Santana / Bnews

Durante a sessão especial de outorga da Comenda 2 de Julho ao secretário de Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Mendonça Sadré Martins, nesta segunda-feira (1°), o senador Jaques Wagner (PT-BA) classificou como “exagerada” a reação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AM), diante da indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Tem toda uma confusão nessa história. A prerrogativa de indicar alguém para o Supremo é do presidente da República, sempre foi e sempre será. Nunca houve reeleição para a presidência da Corte, e espero que essa não seja a primeira vez”, afirmou Wagner ao BNEWS.

Segundo o senador, havia uma torcida por parte de Alcolumbre pela escolha do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), mas a decisão cabe exclusivamente ao presidente da República. “Jorge Messias tem reputação ilibada, grande saber jurídico, atendeu a presidente Dilma e agora atende o presidente Lula. A reação do presidente da Casa, na minha percepção, foi exagerada”, completou.

A fala de Wagner faz referência à nota oficial divulgada pelo Senado Federal no domingo (30). No texto, Alcolumbre afirma: “É nítida a tentativa de setores do Executivo de criar a falsa impressão, perante a sociedade, de que divergências entre os Poderes são resolvidas por ajuste de interesse fisiológico, com cargos e emendas. Isso é ofensivo não apenas ao presidente do Congresso Nacional, mas a todo o Poder Legislativo”.

Wagner também voltou a defender a reputação de Jorge Messias e destacou que, há anos, o Senado rejeita interferências indevidas no processo de escolha de indicados ao STF. A indicação do advogado-geral da União foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a cadeira deixada pelo ministro aposentado Luís Roberto Barroso.

O senador ainda destacou que alguns comentários sugeriram que seria mais interessante esperar a “poeira abaixar” para realizar a sabatina de Messias, agendada para o dia 10 de dezembro. No entanto, para o Wagner, isso não é necessário.

“São correntes diferentes de pensamento. Há quem ache interessante postergar, para ‘esfriar’ o clima. Eu sou da linha de que, se tem que resolver, vamos resolver. Todo mundo já sabe os motivos de cada um, todo mundo sabe que a prerrogativa é do presidente”, pontou Wager.

“Houve um episódio semelhante com o ministro André Mendonça. Naquela ocasião, foi o contrário: não colocavam a indicação para votar e demorou três, quatro, cinco meses. Quando finalmente foi ao plenário, ele teve 47 votos e foi aprovado. Tive essa mesma conversa ontem com o presidente. Eu estava em Brasília, vim para este ato e volto agora, mas o presidente ainda não bateu o martelo”, completou

O senador ainda destacou que alguns comentários sugeriram que seria mais interessante esperar a “poeira abaixar” para realizar a sabatina de Messias, agendada para o dia 10 de dezembro. No entanto, para o Wagner, isso não é necessário.

“São correntes diferentes de pensamento. Há quem ache interessante postergar, para ‘esfriar’ o clima. Eu sou da linha de que, se tem que resolver, vamos resolver. Todo mundo já sabe os motivos de cada um, todo mundo sabe que a prerrogativa é do presidente”, pontou Wager.

“Houve um episódio semelhante com o ministro André Mendonça. Naquela ocasião, foi o contrário: não colocavam a indicação para votar e demorou três, quatro, cinco meses. Quando finalmente foi ao plenário, ele teve 47 votos e foi aprovado. Tive essa mesma conversa ontem com o presidente. Eu estava em Brasília, vim para este ato e volto agora, mas o presidente ainda não bateu o martelo”, completou

Bnews

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