Licença-paternidadade: apenas 5 deputados baianos foram contra aumento

Maioria dos votos contrários vieram de deputados do PCdoB e PDT

Foto: Kayo Magalhaes / Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou, na sessão desta terça-feira, 4, o projeto de lei que amplia de cinco para 20 dias o tempo da licença-paternidade. Como houve mudanças na proposta original de autoria do Senado, o Projeto de Lei 3935/08 retornará à Casa devido às mudanças aprovadas hoje na forma do substitutivo do relator, deputado Pedro Campos (PSB-PE).

O projeto foi aprovado com 377 votos favoráveis e 50 contrários. Dos 39 membros da bancada da Bahia, 26 votaram pela aprovação do projeto, e apenas cinco rejeitaram a proposta. Outros oito parlamentares baianos não votaram

Chamou atenção que a maioria dos votos contrários vieram de deputados do PCdoB e PDT, partidos de esquerda alinhados com o governo Lula, que trabalha pela aprovação da matéria.

Veja foram os votos dos deputados federais baianos:

Sim

  1. Alex Santana – Republicanos
  2. Bacelar – PV
  3. Capitão Alden – PL
  4. Charles Fernandes – PSD
  5. Claudio Cajado – PP
  6. Dal Barreto – União Brasil
  7. Diego Coronel – PSD
  8. Gabriel Nunes – PSD
  9. Ivoneide Caetano – PT
  10. João Leão – PP
  11. Jorge Solla – PT
  12. José Rocha – União Brasil
  13. Joseildo Ramos – PT
  14. Josias Gomes -PT
  15. Leur Lomanto Júnior – União Brasil
  16. Lídice da Mata – PSB
  17. Neto Carletto – Avante
  18. Otto Alencar Filho – PSD
  19. Pastor Sargento Isidório – Avante
  20. Paulo Azi – União Brasil
  21. Paulo Magalhães – PSD
  22. Raimundo Costa – Podemos
  23. Ricardo Maia – MDB
  24. Roberta Roma – PL
  25. Valmir Assunção – PT
  26. Zé Neto – PT

Não

  1. Adolfo Viana – PSDB
  2. Alice Portugal – PCdoB
  3. Daniel Almeida – PCdoB
  4. Félix Mendonça Júnior – PDT
  5. Leo Prates – PDT

Ausentes

  1. Antônio Britto – PSD
  2. Arthur Maia – União Brasil
  3. Elmar Nascimento – União Brasil
  4. João Carlos Bacelar – PL
  5. Márcio Marinho – Republicanos
  6. Rogéria Santos – Republicanos
  7. Leur Lomanto Júnior – União Brasil
  8. Mário Negromonte Júnior – PP

Detalhes do projeto

A proposta prevê um aumento gradual nos dias de licença ao longo de três anos, sendo 10 dias em 2027, 15 dias em 2028 e 20 dias a partir de 2029. Inicialmente, a proposta era de uma progressão para até 30 dias de licença-paternidade, mas não houve acordo entre os deputados para isso.

O impacto de despesas e perda de receitas previsto é de R$ 4,34 bilhões em 2027, quando a licença será de 10 dias. Esse impacto chegaria a R$ 11,87 bilhões em 2030, se a licença fosse de 30 dias.

Uma das novidades em relação à licença-maternidade é a permissão para o trabalhador dividir, a seu pedido, em dois períodos iguais a licença, exceto em caso de falecimento da mãe.

O primeiro período deve ser usufruído imediatamente após o nascimento, a adoção ou a obtenção de guarda judicial. Já o período restante deve começar a ser tirado em até 180 dias depois do parto ou adoção.

Jornal Atarde

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