Vale a pena congelar quiabo? Veja como antecipar a compra e economizar na Semana Santa

Especialistas explicam que a prática não promove perdas nutricionais significativas, desde que feita de maneira adequada

Foto- Divulgação

Com a proximidade da Semana Santa, uma preocupação começa a surgir para quem segue a tradição de preparar um almoço com comida baiana na Sexta-feira Santa: o preço do quiabo.

Como alternativa para contornar possíveis aumentos, é comum antecipar a compra do vegetal, essencial para pratos como o clássico caruru, e mantê-lo congelado até o momento do uso.

A prática é vista com bons olhos por especialistas das áreas de saúde e nutrição, que explicam que não há prejuízos significativos ao alimento. “Congelar quiabo é uma prática segura e inteligente, principalmente para evitar aumentos sazonais de preço, como na Semana Santa, reduzir o desperdício e facilitar o dia a dia”, afirma a nutróloga Suzana Viana.

Comida baiana usado na Semana Santa

Ela explica que, durante o processo de congelamento, pode haver uma pequena perda nutricional, mas nada relevante na prática clínica. “Pode ocorrer uma leve redução de vitamina C (mais sensível ao frio e ao tempo) e pequenas perdas de algumas vitaminas do complexo B”, aponta.

Apesar disso, fibras, minerais, como magnésio e potássio, e compostos antioxidantes são preservados mesmo após o congelamento. “Ou seja, o quiabo congelado continua sendo nutritivo e saudável. Quando bem feito, não há risco à saúde”, afirma Viana.

Ao optar pelo congelamento e posterior descongelamento, é preciso estar atento ao fato de que algumas propriedades do alimento podem ser modificadas. Textura, sabor e coloração podem apresentar diferenças em relação ao quiabo fresco.

No caso desse vegetal, especificamente, ele também pode ficar mais viscoso,  ou seja, com aumento da famosa “baba”. É o que alerta a nutricionista clínica Lucyulla Araújo.

Ela explica que uma das soluções para alterações como o escurecimento é a aplicação da técnica conhecida como branqueamento.

 O procedimento consiste em mergulhar o vegetal em água fervente por um intervalo de 2 a 5 minutos. Em seguida, é necessário imergir o alimento em água gelada, aplicando um choque térmico.

“Essa técnica consiste em inativar enzimas como a peroxidase e a polifenoloxidase, responsáveis pelo escurecimento e pela degradação do alimento. Ao provocar esse choque térmico, desativamos essas enzimas e retardamos o processo de deterioração, mantendo características como coloração, sabor, textura e aroma, além de eliminar microrganismos superficiais”, explica a profissional.

Correio24horas

google news