Comissão Processante aguarda documentos da Justiça para avançar em processo contra vereador Mourão

O presidente da comissão, João Bené afirma que trabalhos seguem dentro da legalidade, com garantia ao direito de defesa e respeito aos trâmites judiciais.

Foto- Divulgação

O presidente da Comissão Processante da Câmara Municipal de Santo Antônio de Jesus, vereador João Bené, afirmou que o processo envolvendo o vereador Edivan de Jesus Santos, conhecido como Mourão, segue em andamento e respeita rigorosamente os trâmites previstos na legislação.

Segundo ele, a comissão aguarda acesso a documentos do processo judicial para dar continuidade à apuração de forma alinhada às decisões da Justiça.

João Bené explicou que, mesmo durante o período em que Mourão esteve afastado das atividades parlamentares e posteriormente custodiado, os trabalhos da Comissão Processante não foram interrompidos.

De acordo com o presidente, reuniões foram realizadas e a comissão buscou, por diferentes meios, efetuar a notificação do parlamentar, garantindo o direito à ampla defesa.

O vereador também comentou sobre o retorno de Mourão à Câmara. Segundo ele, o reassumimento do mandato ocorreu dentro da legalidade, já que o afastamento havia sido concedido por licença médica e o parlamentar apresentou um novo relatório, assinado por uma psiquiatra, atestando sua aptidão para retomar as atividades legislativas.

“O vereador foi eleito democraticamente e tem o direito de exercer o mandato. A Câmara não poderia impedir esse retorno porque toda a documentação exigida foi apresentada dentro dos parâmetros legais”, afirmou João Bené.

O presidente destacou ainda que a Comissão Processante não atua exclusivamente para avaliar uma eventual cassação de mandato. Conforme explicou, o colegiado analisa todas as circunstâncias do caso para verificar se houve quebra de decoro parlamentar ou se os fatos estão relacionados a questões de saúde ou aos desdobramentos na esfera judicial.

Ao fim da instrução processual, a comissão elaborará um relatório que será submetido ao plenário da Câmara. Caso haja aprovação para o prosseguimento do processo, novas diligências poderão ser realizadas até a emissão do parecer final, que poderá recomendar sanções previstas na legislação, como advertência, suspensão ou, em último caso, a cassação do mandato.

João Bené informou ainda que o processo tramita há pouco mais de dois meses e que a comissão enfrentou dificuldades para notificar Mourão enquanto ele permanecia custodiado. Segundo ele, foram necessárias tentativas de comunicação por meio da Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia.

Sobre a repercussão do caso, o vereador afirmou compreender as diferentes manifestações da sociedade.

De acordo com ele, parte da população, especialmente mulheres, demonstra preocupação com o retorno de Mourão às atividades legislativas, enquanto outro segmento considera que o parlamentar enfrentava problemas de saúde mental. Para João Bené, todas as opiniões devem ser ser respeitadas, cabendo à Comissão Processante conduzir os trabalhos com imparcialidade e observância da legislação.

Por fim, o presidente ressaltou que a comissão também aguarda informações do Tribunal de Justiça para evitar decisões conflitantes entre o processo administrativo em tramitação na Câmara e a esfera judicial.

Cidadedaspalmeirasnews.com.br

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