Ação em Porto Seguro retira 500 peixes-leão do mar

Ação paga R$ 10 por exemplar capturado e encaminha os animais para pesquisas científicas sobre a espécie invasora

Foto- Divulgação

Uma ação realizada em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, retirou aproximadamente 500 peixes-leão do mar em apenas um mês. A iniciativa reúne a Colônia de Pescadores e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Causa Animal (Semac) e tem como objetivo reduzir a presença da espécie invasora na região.

Como incentivo à captura, os pescadores recebem R$ 10 por cada peixe-leão capturado. Os exemplares são entregues à Colônia de Pescadores e posteriormente encaminhados para a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), onde serão utilizados em pesquisas científicas.

Na universidade, os animais serão contabilizados e terão informações como peso e tamanho registrados. Os pesquisadores também pretendem analisar características relacionadas à alimentação, genética, origem e comportamento da espécie.

Outra frente dos estudos será avaliar o possível beneficiamento do pescado e o aproveitamento do peixe-leão em uma cadeia produtiva.

Ação será mantida

Segundo a Prefeitura de Porto Seguro, o programa de incentivo à captura terá continuidade por mais um mês. A medida busca ampliar a retirada da espécie do ambiente marinho e contribuir para o monitoramento de sua expansão.

O peixe-leão passou a ser registrado na Bahia em 2025, quando foi identificado em Maraú, no baixo sul do estado. Originário do oceano Indo-Pacífico, o animal é considerado uma espécie invasora em regiões onde não pertence naturalmente ao ecossistema.

A preocupação está relacionada à capacidade de reprodução e expansão da espécie. O peixe-leão pode se reproduzir várias vezes ao ano e liberar milhares de ovos e larvas, além de apresentar hábitos alimentares que favorecem sua disseminação.

Risco para seres humanos

Além dos impactos ambientais, o peixe-leão também exige atenção por parte de pescadores, mergulhadores e banhistas.

Na fase adulta, o animal pode apresentar 18 espinhos venenosos. O contato pode provocar dor intensa e náuseas e, em casos mais graves, causar outras complicações.

A orientação é evitar o contato direto com o animal e procurar atendimento médico em caso de acidente.

A iniciativa em Porto Seguro também pretende contribuir para a produção de informações científicas que ajudem a compreender a presença e o avanço do peixe-leão no litoral baiano.

JORNAL CORREIO | BAHIA

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