Para deixar as carnes mais suculentas e menos duras, muita gente tem usado bicarbonato de sódio durante o preparo. Diversos vídeos nas redes sociais mostram essa técnica, e especialistas em nutrição ouvidos pelo g1 afirmam que ela é eficaz. O bicarbonato é amplamente utilizado na culinária chinesa para amaciar carnes bovinas, aves e peixes, além de mascarar odores desagradáveis.
Ele deve ser diluído em água por um período de 15 a 30 minutos. E é importante não exagerar na quantidade, principalmente para pessoas com restrição de sal, como hipertensos ou pacientes renais. O cozimento da carne faz com que suas proteínas se contraiam, expulsando a água. Dependendo do corte, isso pode deixar a carne seca, pouco suculenta e dura.
“Já o bicarbonato deixa a carne mais alcalina (com o pH mais alto), permitindo que as proteínas fiquem mais relaxadas e retenham mais água em resposta ao cozimento”, explica a doutora em Ciências Nutricionais e Metabolismo pela Unicamp, Heloisa Castanheira Santo André.
Além disso, o ambiente mais alcalino também acelera a reação de Maillard, responsável pela cor dourada e sabor de grelhado. Estudos apontam que o bicarbonato de sódio (NaHCO₃) pode substituir o fosfato para melhorar a retenção de água e a maciez de carnes e frutos do mar, além de reduzir o tempo de preparo.
Um estudo de 2021 mostrou que a adição de bicarbonato afetou significativamente a cor, a maciez e a retenção de água da carne bovina marinada. O processo aumentou o pH, o rendimento de cozimento e diminuiu o tempo de relaxamento inicial da carne.
Os pesquisadores também observaram que, quanto maior a quantidade de bicarbonato, menor era a força necessária para separar as fibras da carne. “No entanto, esse estudo mostra que o bicarbonato muda a cor e o sabor da carne, o que pode ser negativo para o sensorial das pessoas. Por isso, eu não recomendaria usar em excesso”, afirma Santo André.
Outros estudos apontaram também que a carne suína tem suas características tecnológicas e sensoriais aprimoradas após a marinação com soluções alcalinas contendo bicarbonato de sódio, tripolifosfato de sódio e cloreto de sódio, o que mostra ser uma estratégia eficiente para melhorar a qualidade da carne.
Como usar o bicarbonato?
A recomendação é diluir o bicarbonato em água. Nos estudos, os pesquisadores utilizaram uma solução aquosa de 0,3 a 0,5% de concentração, o equivalente a 0,3 a 0,5 g de bicarbonato em 100 mL de água. Essa quantidade é considerada segura.
O tempo de ação indicado é de 15 a 20 minutos, evitando ultrapassar 30 minutos para não alterar o sabor. O uso direto do pó, sem diluição, não é recomendado: além de deixar um gosto residual alcalino, a distribuição do bicarbonato não é uniforme.
Há alguma contraindicação para a saúde?
Esta técnica não proporciona benefício direto para a saúde. O bicarbonato é um aditivo considerado GRAS (geralmente reconhecido como seguro) pela agência de saúde dos Estados Unidos (FDA). Mas a função dele neste caso é “puramente tecnológica culinária, para deixar a carne mais macia e ajudar na cor e no sabor”, explica a doutora em Ciências dos Alimentos Luciana Bittencourt.
Para quais tipos de carne essa técnica funciona melhor?
Santo André acrescenta que a técnica melhora a maciez e a suculência, mas o resultado depende também do tipo de corte e da quantidade de colágeno presente. O filé mignon, por exemplo, já é naturalmente macio por ter baixo teor de colágeno. Já cortes como o coxão duro, que possuem alto teor de colágeno e fibras longas e firmes, podem se beneficiar mais da técnica. Ainda assim, o bicarbonato não transforma um coxão duro em filé mignon.
A técnica funciona muito bem em carnes magras e de cozimento rápido, como o peito de frango, patinho fatiado, suínos em cubos e até camarão. “Na carne moída, o efeito também é bem marcante, aumentando a suculência. Mas em cortes já macios e marmorizados, como o filé mignon ou um contrafilé de boa qualidade, o ganho é pequeno e pode até atrapalhar a textura”, acrescenta Bittencourt.
Amido de milho não amacia, mas aumenta a suculência
Já o amido de milho não tem efeito amaciante, porque não altera a química da carne como o bicarbonato. Mas ele age de outra forma. O amido de milho forma uma película em volta da carne, reduzindo a perda de líquidos no calor e proporcionando uma suculência melhor. Além disso, o amido ajuda a engrossar os molhos, o que melhora ainda mais a experiência do prato, segundo nutricionistas.
G1

Djalma Almeida Paixão é natural de Santo Antônio de Jesus.
Com muita dedicação e muitos estudos, Djalma formou-se em rádio e televisão pelo (ICB), Instituto do Conhecimento da Bahia, e possui o registro de número 8747/BA.
Dalma Almeida é formado em Análises Clínicas, Administração de empresa e Língua inglesa pela Uneb (Universidade do Estado da Bahia)
Djalma Almeida também é formado em Pedagogia (pedagogo), formado pela Unifacs (Universidade Salvador), e possui vários cursos na área da educação como : Educacação Inclusiva, Neuroeducação, Coordenação Pedagógica, e Ensino Remoto através da Educação Inclusiva.
Seu grande talento e inspiração pelo rádio começou em 1990 na rádio Recôncavo Fm, quando operava na frequência de 104,3, hoje operando em 98,5 Mhz, atuando como Disc jockey (Programação musical), e atuou também na rádio Clube Am como repórter quando operava em 680 Khz, hoje operando em Fm em 92,7 Mhz.
Atualmente, é repórter da rádio Prazeres Fm 87,9, na cidade de Jiquiriçá, com atuação dentro do programa “Conexão do Vale”. Djalma também foi por mais de três anos o redator e editor do site da rádio Prazeres Fm 87,9.
Também é o proprietário do site “Cidadedaspalmeirasnews.com.br”, onde ocupa o mesmo cargo.
Djalma Almeida também é servidor público estadual, onde desempenha a sua função com dedicação a mais de 37 anos de bons serviços prestados a população.
