Léo Kret recebia salário ‘gordo’ na Prefeitura antes da exoneração

Ex-vereadora é investigada por suspeita de envolvimento em esquema de desvio de recursos públicos

Foto- Divulgação

Após ser exonerada do cargo que ocupava na Prefeitura de Salvador, por suspeita de envolvimento em um suposto esquema de desvio de recursos públicos, fraude em contratos e irregularidades no repasse de verbas municipais para entidades carnavalescas e organizadores de Paradas LGBTI+ na capital baiana, o salário recebido pela ex-vereadora e ex-dançarina Léo Kret passou a despertar curiosidade entre as pessoas que acompanham o caso.

Diante da repercussão da Operação Sponsor, deflagrada na terça-feira (26) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Bahia (MPBA), o MASSA! revela agora quanto Léo Kret recebia de salário enquanto ocupava o cargo de Diretora de Políticas para Pessoas LGBTQIAPN+ da Secretaria Municipal da Reparação (Semur).

Aproximadamente 17 salários mínimos por mês

Segundo dados obtidos pela reportagem através de consulta no Portal da Transparência da Prefeitura de Salvador, Léo Kret recebia salário bruto mensal de R$ 27 mil. Com adicionais, o valor total que ela recebia chegava a R$ 36,4 mil. Após os descontos legais, a ex-vereadora ficava com cerca de R$ 27,9 mil líquidos.

O que dava para fazer com o salário recebido por Léo Kret?

Considerando o salário mínimo de 2026 em R$ 1.640, o valor líquido de cerca de R$ 27,9 mil que Léo Kret recebia equivalia a aproximadamente 17 salários mínimos por mês. Com essa quantia, era possível, por exemplo, alugar um apartamento de luxo em bairros nobres de Salvador, financiar um carro importado, fazer viagens internacionais, manter uma rotina com restaurantes e academias de alto padrão, além de ainda sobrar dinheiro para investimentos e lazer.

Jornal Massa

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