O anúncio do primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial no Brasil, localizado no município de Montenegro (RS), levou diversos países a suspenderem temporariamente a compra de carne de frango brasileira. A medida pode beneficiar o consumidor interno com queda de preços, mas o alívio tende a ser passageiro.
A confirmação do caso foi feita pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta sexta-feira (16). Em nota, a pasta destacou que “não há risco de transmissão da doença pelo consumo de carne de aves ou ovos”, e que a suspensão das exportações é um protocolo internacional padrão para evitar a propagação do vírus a partir de aves vivas que possam estar contaminadas.
O Brasil é atualmente o maior exportador de carne de frango do mundo. Em 2024, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), foram mais de 5 milhões de toneladas vendidas para 151 países. Entre os principais compradores que interromperam temporariamente as importações estão China, União Europeia e Argentina. A China, maior cliente do produto brasileiro, anunciou suspensão de 60 dias.
A menor demanda externa pode gerar aumento da oferta interna e, com isso, derrubar os preços da carne de frango no mercado nacional. A avaliação é compartilhada por analistas e autoridades do setor.
“A gente não deve comemorar crise, mas o fato real é que teremos uma oferta com excesso no Brasil, possivelmente, por um pequeno período”, afirmou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. “[Isso] pode pressionar o preço um pouco para baixo.”
Nos últimos 12 meses até abril, o preço do frango em pedaços subiu 12,21%, e o da ave inteira, 9,16%, conforme dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE.
Apesar da expectativa de alívio, a tendência é que o efeito dure pouco tempo. “As restrições devem durar apenas entre 30 e 60 dias”, estima o analista Fernando Henrique Iglesias, da consultoria Safras & Mercado. Ele afirma que a resposta rápida e o controle sanitário do Brasil devem evitar a disseminação da doença.
“O Brasil é referência global em biosseguridade, vai gerando um efeito de otimismo em como o problema vai se resolver”, disse.
Ovos também ficam mais baratos?
O mercado de ovos, que também registrou alta expressiva em 2024 — 16,74% no acumulado de 12 meses até abril —, não deve sentir o mesmo impacto. O Brasil exporta menos de 1% da produção de ovos, o que reduz a influência de medidas internacionais no preço interno.
Mesmo com queda de 1,29% no preço dos ovos em abril, a inflação acumulada ainda pesa para o consumidor. Segundo o ministro Carlos Fávaro, o cenário deve continuar pressionado.
Outros setores também podem sentir efeito
De acordo com o CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, a suspensão de compras por parte de grandes parceiros comerciais pode impactar também os mercados de carnes suína e bovina e de grãos como o milho.
Para Fernando Henrique Iglesias, isso acontece porque a maior oferta de frango pode direcionar parte do consumo de outras proteínas para essa carne. Já o economista André Braz, da Fundação Getulio Vargas (FGV), discorda. “Dificilmente o consumidor que consome carne vermelha troca o produto pelo frango, ainda que este fique mais barato”, pondera.
Apesar da suspensão, especialistas acreditam que o Brasil deve manter a liderança nas exportações. “O cenário vai ficar muito turbulento, mas vamos manter boas vendas. Vamos ter números expressivos de vendas”, avaliou Iglesias.
Para o veterinário e diretor da FNF Ingredients, Alexandre Camargo Costa, não há risco para os países que importam do Brasil. “A granja em que a contaminação foi identificada era de matrizes, ou seja, não são aves direcionadas ao abate, mas para reprodução”, explicou. “Não existe risco nenhum, nem para a população, nem para o país que importa.”
André Braz alerta que é fundamental resolver a situação antes da chegada do inverno, período em que o vírus tende a se espalhar com mais facilidade. “Essa agilidade, agora, é tudo para nós”, disse.
A disseminação fora de controle, como ocorreu nos Estados Unidos, pode ter efeitos devastadores. Desde 2022, o país já sacrificou cerca de 170 milhões de aves devido ao vírus.
Correio da Bahia

Djalma Almeida Paixão é natural de Santo Antônio de Jesus.
Com muita dedicação e muitos estudos, Djalma formou-se em rádio e televisão pelo (ICB), Instituto do Conhecimento da Bahia, e possui o registro de número 8747/BA.
Dalma Almeida é formado em Análises Clínicas, Administração de empresa e Língua inglesa pela Uneb (Universidade do Estado da Bahia)
Djalma Almeida também é formado em Pedagogia (pedagogo), formado pela Unifacs (Universidade Salvador), e possui vários cursos na área da educação como : Educacação Inclusiva, Neuroeducação, Coordenação Pedagógica, e Ensino Remoto através da Educação Inclusiva.
Seu grande talento e inspiração pelo rádio começou em 1990 na rádio Recôncavo Fm, quando operava na frequência de 104,3, hoje operando em 98,5 Mhz, atuando como Disc jockey (Programação musical), e atuou também na rádio Clube Am como repórter quando operava em 680 Khz, hoje operando em Fm em 92,7 Mhz.
Atualmente, é repórter da rádio Prazeres Fm 87,9, na cidade de Jiquiriçá, com atuação dentro do programa “Conexão do Vale”. Djalma também foi por mais de três anos o redator e editor do site da rádio Prazeres Fm 87,9.
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